Os Contos Perdidos do Apocalipse – Ato 4 “O Arauto dos Deuses”

Faegon

O tempo parecia ser precioso, o elfo corria e sua capa era lançada ao vento e rebatia como se quisesse voar, os braços seguravam um antigo livro como se temesse por ele mais do que a própria vida. Corria por entre as árvores e olhava para trás em total desespero esperando a qualquer momento alguém pará-lo.

Passou por trilhas e atravessou rochas em meio à escuridão de Bronwethiel e sabia muito bem para onde estava indo. O terreno começou a se tornar cada vez mais íngreme e subiu. Subiu mantendo o fôlego de respirando pesado. O terreno começou a dar voltas sobre si e de repente o céu acinzentado e muito ao longe as cores alvas e rubras do monte de Thûm se mostraram, estava subindo em um topo de uma colina, e dava voltas e mais voltas ao redor das árvores em meio a uma trilha difícil e acidentada.

Depois de muito tempo, chegou ao topo da colina e na encosta de uma pedra encravada na terra, entrou por um buraco. Lá dentro era frio e a parede estava encravada de estatuetas de antigos deuses que não habitavam a terra há muito tempo. Mouthcave, era assim que os antigos elfos a chamavam. Mas assim como os antigos elfos, tinham sidos esquecidos ao decorrer das eras.

Faegon corria pela caverna e decia em meio às escavações na pedra, desceu durante tanto tempo que parecia que já estaria supostamente no nível da floresta. Correndo por meio as parades de pedra e em meio aos rostos, ele chegou ao um grande salão alagada. Colunas antigas e imagens rodeava o salão. Nada surpreso, Faegon tirou sua capa e cobrindo o livro mergulhou nas águas.

Debaixo da água o caminho continuava o mesmo, mas agora havia estátuas até onde supostamente alguém pisaria, mas as construções estavam feitas para serem atravessadas com água. Depois de cruzar grandes corredores, Faegon avistou novamente a superfície e subiu.

Ao colocar o corpo para fora da água ele não estava molhado, e o lugar mostrava uma grande biblioteca com uma mesa bem no meio iluminada por grandes castiçais. As paredes de pedra eram tampadas por livros e mais livros, pergaminhos e mais pergaminhos. Estava seguro agora.

Se encaminhou para a mesa, desembrulhou da capa anormalmente seca, e o colocou sobre a mesa. Parecia não acreditar no que via e como estaria ali intacto, na sua frente. Era escritos em runas.

“Os Contos Perdidos do Apocalipse”, a capa original, assim achada por Faegon, em runas.

Revirou as páginas, e continuou a ler:

“Eis que Lucifer vem a terra e propõe uma aliança com os homens, os homens amedrontados com a forma em dragao do demônio se fazem fracos e aceitam se submeter a legião do inferno.”

Faegon pegou vinagre e lançou sobre o trecho, e desesperadamente, pegou a pena e o tinteiro e recomeçou a escrever:

“Eis que Lucifer vem a terra e propõe uma aliança com os homens, porém, antes da resposta dos fracos e desnorteados homens, Miguel, Rafael e Gabriel descem dos céus em seus cavalos alados e com o clarão celeste, expulsam o demônio do convívio dos homens”.

Um súbito clarão percorreu a sala, vindo da distante superfície, e o grito desesperados do demônio se fez ouvir mesmo de tão longe.

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~Sr. Armada~

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