Hemet Zamael, o Ilusionista #3

     Quando Hemet Zamael se pega na vontade de ir em direção aos dois senhores para perguntar o que teria acontecido os meus ouvidos me chamam mais atenção. Escuto a voz de um plebeu que com velocidade atinge o platô do palanque e dizendo:

– Peço a todos vocês suas singelas atenções, o nosso grande Rei Thenemur III está aqui para dar um recado aos competidores.

     Em meio a espalhafatosa apresentação do plebeu, Thenemur III se aproxima do centro da massa. Estava vestido sua armadura de batalha com belos adornos. Sem o elmo dava para visualizar sua face. Uma barba ruiva tampava-lhe o pescoço e seus olhos eram marcados pelo cansaço. Thenemur III parecia ser jovem, seu corpo o ajudava, o contrário do que muitas coisas que ouvi antes de chegar em Valoran quando o assunto era a idade daquele rei.

– Dou a todos às boas vindas a Valoran. É com muita honra que recebemos todos os competidores, sejam das redondezas ou de terras distantes. Aproveito este momento e anúncio a todos que o nosso torneio irá iniciar em cinco noites. Desejo que todos se acomodem nos recintos de nossa cidade e que sejam bem atendidos. Vejo que temos grandes e pequenos competidores, estou ansioso para assistir não só uma batalha sangrenta mas também várias outras perplexas de estrategias e dispositivos atípicos. Que Kord nos guie.

     Ao término da pronuncia do rei, uma saraivada de urros, berros e palmas acontecem. Todos estavam exitados com a competição e fala do rei.

     Olho para o lado e vejo que clérigo ainda está ao meu lado.

– A proposito me chamo Hemet Zamael nobre sacerdote. Dizia o gnomo astuto.

– Aikor para servir aos fracos e oprimidos, Sr. Gnomo. Responde o clérigo em uni-sono.

– Irei para taverna do Moz, dizem que há a melhor cerveja das redondezas e que seus barris de conversa são mágicos, o que da um gosto peculiar a elas. Toda taverna há informações e deve sempre ter uma boa bebida. Argumenta o mago.

– Exatamente Mestre Gnomo. Irei com você à taverna, preciso não só de informações mas também de uma boa cama, fiquei me retorcendo durante toda a viagem mas não é nada alem do que minha coluna possa suportar. Responde Aikor, o Fragmento Sagrado.

Indo de encontro a taverna, observo toda a multidão. Estava cheio o lugar, era a mais famosa e maior taverna de todas em Valoran, Moz era o seu dono e vivia de orgulho de seu grande e melhor empreendimento. Boa fama ele tinha, não só pela boa bebida, mas também pelas suas informações.

– Grande taverneiro, a maior caneca e a melhor bebida de Valoran para mim! Dizia o gnomo empolgado enquanto escalava o banco do balcão.

– Mestre Gnomo, trarei com o maior prazer a maior caneca e a melhor bebida que tenho. Por incrível que pareça não será a minha cerveja, mas um hidromel mais saboroso do que os dos elfos e mais escuro do que as dos anões. E quanto a você Sr.? Responde Moz, o Taverneiro desviando o olhar do gnomo para o clérigo.

– Gostaria de um caneca também, mas não tão grande quanto ao do meu companheiro. Solicitava o clérigo.

Em meio as goladas de uma caneca maior que a cabeça, Hemet observa os dois senhores que estivera, anteriormente, sido expulsos da caravana. Um deles possuía brunêa, escudo e espada, enquanto outro um olhar astuto, bandolim e besta.

O musico estava a se apresentar no palco, e sua musica estava confortando todos os clientes de Moz.

Em meio aos cantos e danças, todos bebiam e estavam felizes. Pelo menos naquele momento não havia preconceitos nem inimizade e muito menos competições, a não ser apostas de quem bebia mais hidromel!

De repente um barulho é escutado vindo dos céus, somente àqueles que não estavam totalmente embriagados ouvirão tal petardo e se assustaram.

Em instantes uma grande massa de fogo colide contra a grande taverna de Moz. Não havia mais a parede anterior da taverna.

Em meio a fumaça e o silencio de todos com o acaso, uma voz surge de dentro da taverna.

– Por Kord, não acredito que interromperam minha dança e bebedeira antes da hora. Irei acabar com quem acabou com minha festa e com a taverna de Moz!

Salta um senhor em meio a entrada taverna. Ele era magro, sua pele castanha ia de contraluz a suas belas manoplas douradas, único utensilio de metal que revestia seu corpo. O resto era coberto somente por panos e seu peito era nu.

Com as palavras daquele senhor, Hemet Zamael ficara surpreendido com o acaso, mas queria castigar quem quer que seja aquele que estragou com a festa de todos e com a boa musica do bardo. O gnomo salta e segue o monge. O clérigo, preocupado com o gnomo o segue.

Olho para trás e vejo o bardo e o guerreiro, os dois senhores que haviam expulsos da caravana.

Quando retomo a visão à frente avisto em meio a fumaça o monge em meio aos inimigos. Socos e chutes apareciam no ar como um dança. Sim, eram vários inimigos e não somente um.

Com a queda da fumaça agora conseguira ver perfeitamente tais criaturas, eram todos zumbis.

Incrível a quantidade de mortos-vivos no pátio de Valoran, algo mágico aconteceu e posso tenho certeza que há algo relacionado ao Lich.

Apronto meu grimório e pego meu globo. O combate iria acontecer.

Mago, Bardo, Guerreiro e Clérigo iriam batalhar juntos… um grupo estava a se formar.

~CobWeb~

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