Impressões que tive com Total War

As aaarmas soldados da Armada Nerd. Então galera, há poucos dias um amigo me indicou o jogo Rome Total War. Há muito tempo eu já tinha ouvido falar, havia pesquisado imagens e tudo mais, mas nunca havia jogado.

Graficamente falando o jogo Rome Total War (o primeiro) não é tão bonito, há jogos com gráficos que eu considero muito superiores como por exemplo Age of Empires III e Warcraft III.

Quanto a trilha sonora não pude me familiarizar muito ainda (eu to jogando ouvindo a trilha do Senhor dos Anéis, no campo de batalha tu pega um gás violento) mas parece ser boa, alguns dizem ser inesquecível.

Quanto a jogabilidade no modo campanha, é extremamente complexa.

Você assume a liderança de uma das 3 casas mais importantes do antigo império romano, os Júlios (vermelho) os Scipiões (Azuis) ou os Brutos (Verdes) e os Romanos (Roxo) vão lhe passando missões através do Senado que você pode ou não cumprir.

Ao cumprir tais missões (Invadir uma cidade, bloquear o porto ou ainda pedir a uma facção fraca a se juntar ao protetorado Romano) o seus status diante do Senado Romano aumentam podendo empregar algum ou alguns membros de sua família a terem cargos importantes no Senado que lhe garante alguns benefícios (geralmente referente ao governo ou influencia)

Quanto mais “moral” você tiver com o senado menos você terá com a plebe e vice-versa. Mas se conseguir “moral” suficiente com a plebe você pode se voltar contra roma e até pode conquista-la se tornando Caesar.

O jogo também possui um sistema de exp muito interessante. Ao encontrar algum inimigo fala a quantidade deles e informa um gráfico de proporção de forças de ambos os exércitos e você decide se quer lutar automaticamente (o Computador te da o resumo da batalha) ou se vai para o campo (onde você controla os exércitos  ou se irá recuar. Se a opção escolhida for a primeira você dificilmente ganha pontos de comando com o general ao ganhar a batalha, ao menos que seja uma vitoria esmagadora. Mas se você controla no campo e obtém uma vitoria esmagadora, não apenas o seu General como todas as suas tropas, podem receber exp dependendo das suas baixas e das baixas inimigas causada em cada tropa.

Mas de tudo nesse jogo, o que me deixou fascinado é o REALISMO em batalha. De todos os jogos que joguei (franquia completa do Age of Empires (e expansões), Warcraft III, Empire Earth, Civilization, entre outros) o que mais me impressionou na questão de realismo em batalha foi Rome Total War (até agora, pois quero baixar ainda o Medieval 2 Total War e Napoleon Total War =D).

Numa batalha em campo aberto, a variedade de unidades é a mesma do outros jogos, mas como você posiciona e locomove essas unidades afetam a batalha como um todo (tenho que estudar mais as praticas no campo pq tah foda). As vezes você se pergunta, por que em todos os jogos de estrategia os lanceiros possuem vantagens vs cavalaria e por que os arqueiros existem se podem ser a unidade mais inútil do jogo.

Eu aprendi a força dos lanceiros vs cavalaria da pior forma. Devido a formação dos lanceiros (que você pode alternar no jogo) eles fazem a formação da falange Espartana (aquela formação de escudo e lança apontados para frente) Se você manda sua cavalaria com força e de frente pra eles você seguramente perde quase metade dos cavalos na primeira porrada. Ao passo que se você envia os cavaleiros com fome (no modo corrida hehe) pela retaguarda dos lanceiros ou de qualquer outra unidade da infantaria, eles simplesmente são atropelados pelos cavalos, e por perderem velocidade no processo os cavaleiros começam a atacar a infantaria (o Realismo é a tal ponto que se voce quiser retirar a cavalaria e fazer ondas de ataque você pode)

Outro exemplo de realismo, vi numa batalha onde eu possuía 3 tropas de lanceiros mercenários (atiradores de lança ao invés de falange ou hoplitas) em que pude observar a alternância das tropas, uma estava na frente da outra, quando a que estava na frente lançava suas lanças ela imediatamente recuava enquanto a que estava atrás avançava para fazer seu disparo, e continuavam alternando ate acabarem as lanças e partirem pro combate corpo a corpo.

Quanto aos arqueiros, não podem ficar muito a frente e nem muito atras do exercito, se possível devem ficar mesclados com a linha de frente pois se arqueiros inimigos tentarem atacar a linha de frente (eles possuem um alcance violentíssimo, se você não souber formar a linha de frente você perde todos pros arqueiros, e se mandar cavalaria encima dos arqueiros os FDP esconde atrás da linha de frente inimiga que geralmente são lanceiros) os seus arqueiros poderão revidar.

Já falei até de mais do jogo, agora, o que pra mim foi a maior prova de realismo foi durante a Siege (invasão) de uma cidade. Ao bloquear a cidade mostra o quanto de comida a cidade tem (isso e definido em quantos turnos vai demora para ocupar a cidade sem ataque) ou ainda você  dependendo apenas da quantidade e tipos de tropas você pode fazer armas de cerco, como arietes ou torres de cerco, ou ainda escadas para invadir as muralhas.

Ao fazer as torres de cerco eu experimentei uma das maiores provas de realismo. O pelotão empurrando a torre até a muralha e morrendo no caminho devido aos arqueiros. Ao chegarem eles começaram a entrar na torre (ela tem uma parte totalmente visível que é a parte de trás enquanto a da frente eh feita pela parede de madeira) e dava pra ver perfeitamente os soldados subindo com os escudos virados pra cima (como forma de defesa do que viesse de cima) e subindo as escadinhas até chegarem no topo e invadirem a muralha. (nesse pedaço eu morri na muralha, perdi eles mas eu fiquei durante uns 40 seg contemplando a cena)

Teve também o acidente que eu desconhecia com os arietes (a primeira invasão que fiz morreram alguns pros arqueiros mas consegui arrombar o portão. Já na segunda haviam arqueiros com flechas em chamas) ae não deu outra, o ariete entrou em chamas rapidim e a tropa abandonou ele antes de chegarem ao portão. Mas o ideal pra invasão eh você produzir onagros e onagros pesados e levá-los pras invasões pois derrubam os portões de longe, se os portões caírem tomar a cidade se torna até fácil até se chegar na praça principal onde a verdadeira batalha rola. Se matar todos na praça principal ou tê-la sobre controle por pouco mais de 2 min, você domina a cidade.

Segue o vídeo com uma cinemática que mostra todo o realismo do combate de uma invasão, todos os movimentos executados existem, nada foi criado pro video ficar bonitinho não, apenas foi feito os cortes para mostrar as melhores cenas.

E, se assim como eu você não gostou do gráfico, tome-le esse mod gráfico.

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2 respostas em “Impressões que tive com Total War

  1. Pingback: Medieval II Total War | Armada Nerd

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