Por onde vai o conhecimento?

cabeça 01

Se olharmos para o rosto de um individuo qualquer o que vamos observar?

Os olhos, cabelos, nariz, orelhas, cor da pele, brincos, pintas, rugas, sobrancelhas e tudo mais!

Talvez até julgar qual o sexo, de acordo com as características e utensílios que observarmos!

Se realizarmos a mais superficial das secções, a retirada da pele (derme e hipoderme) o que vamos enxergar?

Encontraremos as fáscias, músculos, nervos, glândulas, linfonodos, artérias, veias e vasos linfáticos.

E ai, não iremos mais saber se é homem ou mulher.

Todas estas estruturas são responsáveis pela arquitetura não só do rosto, mas de todos os nossos segmentos corpóreos. Estas estruturas vão estar presentes em qualquer parte do nosso corpo, agindo de acordo com os processos fisiológicos e fisiopatológicos.

Mas o que difere da cabeça? Afinal, o que temos na cabeça?

Se continuarmos as dissecações e retirarmos todas essas estruturas citadas, encontraremos uma superfície lisa, em forma de abobada, com irregulares suturas, entretanto contínuas, ligando osso por osso até formamos o crânio. Uma estrutura em toda sua complexidade, rígida, feita principalmente de cálcio.

Em sua forma compacta e esponjosa, o crânio abriga e protege o encéfalo.

– Tá bom, mas o que é isso?

O encéfalo em suas várias divisões, cada área com suas funções, possuem um componente similar. Componente similar este chamado de neurônio. Os neurônios são responsáveis por gerar e transmitir impulsos elétricos, também chamados de impulsos nervosos. As transmissões de impulsos são trocas de informações que acontecem na fenda sináptica. Trocas de informações através da química, que dependendo da substância, seja ela a histamina, epinefrina, acetilcolina, glutamato entre outros, atingimos alvos específicos.

Essas informações não só alteram nossas respostas ao meio externo ou interno. Mas também nos conectam ao meio que nos cerca, que nós da sensibilidade e a capacidade de movimentar.

E não somente capazes de sentirmos e movimentarmos, conseguimos pensar.

cabeça 13

E com o pensamento, nós crescemos. Evoluímos.

Evoluímos através do conhecimento!

Esta imagem representa não só a comunicação entre os neurônios.

Esta sinapse é a representação de como nós conseguimos crescer. Tornarmos melhores. Mais hábeis.

Inteligentes.

O conhecimento adquirimos na Universidade.

O conhecimento é imutável e nós o evoluímos dentro de nós mesmos com os estímulos, esforços e a vontade de nos tornarmos melhores.

Alexandre Batista – CobWeb

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Hemet Zamael, o Ilusionista #5

Mesmo quando estava fechado o alçapão ainda dava pra ouvir os gritos de Valoria. Choros, gemidos, gritos, a cidade estava tomada por aquelas criaturas. Depois de um tempo, não se ouvia mais nada além dos grunhidos dos zumbis e seus passos rastejantes.

Minutos se passaram até todos retomarem a consciência. Fora um susto para todos.

– Temos que voltar, podemos salvar algumas vidas ainda, deve haver sobreviventes. Disse Aikor.

– Meu coração está pesado Aikor. Disse o Zamael. – Mas temo arriscar salvar mais vidas e expor este esconderijo de emergência.

– Nunca podemos ajudar todos. A chance de morte é maior do que de trazermos mais alguém vivo para cá. Disse Moz.

– Concordo com o mestre gnomo. Exclamaram Gideon e o Talessin

Em meio a breve discussão, todos se calaram e ficaram com os corações tristes.

– Entretanto. Disse Gideon. – Devemos continuar este caminho e certificarmos sua segurança.

– Minha vez de concordar com você. Gideon. Disse Zamael. – Temos que assegurar as nossas vidas explorando esse caminho. A que ele nos leva Moz?

– Pouco se sabe Mestre Gnomo. Nunca me atrevi a explora-lo, foi dado a mim o dever de guarda-lo. Me assusto só com sua escuridão deste lugar, sinto o ar dos espíritos aqui, como se eles entrassem pelas minhas narinas e vasculhassem todo meu corpo e mente. Disse Moz. – Mas os antigos, meus antepassados relatam de que esta passagem leva a Queda do Guerreiro, ao pântano de nossa região e outros lugares que se perderam com o tempo ou que nunca ganharam nome.

Enquanto a conversa de Moz e Hemet Zamael acontecia um barulho diferente os desviou a atenção. Em meio aos bêbados desacordados, um meio-orc aumentava sua respiração, era tão grande suas narinas que dava para ver o ar entrar sendo umidificado e uma vasão branca quando se expelia. Aos dois roncos o orc levanta assutado.

– Gnash Crak Mush. – O que diabos aconteceu? Questionava o orc assutado.

– Quem trouxe esse ai? Vendo o tamanho do meio-orc agora de pé.

– Fui deu. Disse Talessin. – Vi que só iria conseguir trazer um dos bêbados Gideon. – Então tratei de trazer um bem grande!

– O que acontecer com Roak depois da festa boa na Taverna de Moz? Ou será que Roak está em um daqueles sonhos que parecem ser mais reais.

– Você não está sonhando, Roak. Se é que este é seu nome. Disse o Clérigo. – Sou Aikor, e salvamos você e mais alguns bêbados enquanto o ataque acontecia na cidade.

– Ataque? – Disse Roak enquanto tirava seu machado duplo das costas.

– Sim. Respondeu o Gnomo indo em direção ao meio-orc. – Estávamos todos bebendo e festejando na Taverna do Mestre Moz quando o estabelecimento foi atingido por alguma magia ou munição grandiosa, destruindo metade da taverna de uma só vez. Fomos todos investigar tal insulto ao estabelecimento feliz de Moz quando deparamos com as primeiras criaturas. Fomos atacados por mortos-vivos. Em meio às palavras de um homem que luta dançando, fomos todos defender a cidade. Conseguimos derrubar alguns, mas em pouco tempo a cidade estava tomada. Ao chamado de Moz, nosso salvador, voltamos para a Taverna e entramos neste alçapão. Conseguimos salvar somente aqueles que estavam na taverna, você e mais aqueles.

Roak desviou o olhar para trás e de onde levantou havia mais cinco homens desacordados.

– Roak conhecer o homem que luta dançando. Cassios é o seu nome, também é conhecido como O Incrível. Ele ser um dos melhores lutadores desta região e Roak vir desafiar ele na competição. Ele e todos ao seu nível, pois Roak ser forte também. Disse Roak enquanto se vangloriava quando falava de si e de que conhecia o monge dançante.

– Roak agradecer aos que me ajudaram. Roak ser grato a todos vocês e principalmente aquele me carregou.

– De nada. Disse Talessin. – Seu corpo não me ajudou a carrega-lo. Mas pensei que poderia ser de boa ajuda quando acordasse.

– Roak ser grato por me ajudarem enquanto Roak desacordado. Ajudar vocês com o que precisar.

– Isso será importante. Disse Zamael, respirando fundo quando viu que Roak era além de forte, ser bom. Estava assustado em achar que o meio-orc traria confusão.

– Agora devemos planejar e explorar o lugar. Disse Aikor.

– Sim, vamos nós e Roak fica com Moz e os outros desacordados. Disse Gideon.

– Apoio a afirmação do amigo guerreiro. Disse Talessin.

– Roak ficar com os outros bêbados e Moz, o Taverneiro, mas querer ser recompensado com mais hidromel quando puder.

– E será Mestre Orc se fazer jus de mim e todos estes desacordados. A quantia que quiser durantes 30 dias e 30 noites. Assim que retomar com meus negócios. Disse Moz rindo e abraçando Roak.

– Pois bem. Que assim seja. Disse Aikor. Vamos em frente nós quatro.

Zamael, Aikor, Gideon e Talessin se aprontaram, manterão formação e partiram para onde, durante muito tempo nenhum vivo havia caminhado.

E assim eles foram, despedindo de Moz e Roak.

~CobWeb~

Hemet Zamael, o Ilusionista #4

Taverna

Avante aos gritos de batalha dos outros guerreiros e com a dança sinistra do monge o Bardo começa a tocar seu bandolim. Uma aura emanava do instrumento enquanto o guerreiro e o clérigo sentiam uma inspiração intrínseca a eles. Eles não sabiam o motivo mas, ao ouvir as belas notas do bandolim ambos tinham vontade da batalha. O monge desaparece do campo de visão.

O Clérigo em meio a musica abençoa a todos os combatentes com uma magia divina, contribuindo também para o combate.

O Guerreiro aos berros parte em direção aos mortos vivos. Este se destacava a todos, fora o único que partira em direção à sete zumbis sozinho, mas é claro com a cobertura de seus companheiros de batalha.

Ao cortar o flanco esquerdo de um dos inimigos, o Guerreiro adianta o passo e decapita outro. Após o ataque, cobrindo o lado direto o Clérigo avança e atinge com sua maça outro zumbi, mas o golpe não foi suficiente para derrota-lo.

Zamael olhando a situação cria uma Imagem Silenciosa ao lado esquerdo do Guerreiro. A imagem continha uma cópia idêntica do Guerreiro entretanto sem qualquer cheiro ou som. Ela se movimentava sinuosamente, não portanto armas nem demonstrando posição do combate. Era uma magia para iniciantes e muito arriscada, mas o Ilusionista acreditava nos seus poderes. Dois zumbis tentam acertar a imagem e não conseguem.O objetivo de Zamael foi conseguido, desviou a atenção de dois inimigos a favor do Guerreiro.

O Guerreiro salta e acerta o mesmo zumbi que o Clérigo e o elimina.

Uma das criaturas acerta o Clérigo. O som abafado do soco ao entrar em contato com a armadura faz o Clérigo urgir de dor. Fora um golpe desferido nas costelas.

O feitiço do mago se desfaz após alguns segundos, tempo suficiente para o Guerreiro e Clérigo se recomporem e irem em direção aos quatro últimos inimigos próximo a eles. Haviam muito mais que sete deles em Valoria.

Antes de chegarem Hemet Zamel cita palavras de Brast, o Senhor do Fogo. Um cone de chamas salta de globo carbonizando os quatro inimigos restantes.

Aikor empunha o simbolo de Pêlor e com palavras divinas, um clarão da cor do sol surgi indo em direção aos mortos vivos. Terminando de carboniza-los. O combate havia terminado e a pequena vitória era dos vivos.

Obstante a situação o bardo para de cantar e observa que mais inimigos cobrem todo o patio da cidade, logo todos estariam cercados.

– Temos que fugir! São muitos inimigos, temos que bater em retirada!

– Pelos Deuses, são muitos! Não vamos conseguir derrotar todos por agora! Estamos em menor numero. Diz o Aikor, o Clérigo.

De repente, uma voz surge dos escombros da taverna. Era Moz, com um ferido na cabeça mas totalmente consciente. Diferente de outros que sem possuir nenhum ferimento estavam desmaiados de bêbado nas dependências do que sobrou da taverna.

– Jovens! Já nos defenderam demais! Vamos para o meu alçapão! Corram!

Os combatentes sem pensar duas vezes obedecem Moz e partem em direção novamente a grande taverna.

– Há uma passagem que a muito tempo não fora usada, nem por mim, nem por ninguém. Acho um bom momento para utilizarmos o subterrâneo de Valoria, que as mesmas ruas que se tem em terra se tem abaixo dela.

Moz arrasta o balcão da taverna e abre uma tampa ao solo. Havia uma entrada escura, só se dava para visualizar os primeiros degraus de uma escada.

9 S. José das Taipas 011-001

– Temos que levar esses bêbados insolentes conosco. Seus apetrechos pelas bebidas não devem custar suas vidas, me ajude você! Dizia o Aikor para o Guerreiro.

– A proposito meu nome é Gideon e irei ajuda-lo com prazer, mas que sejamos rápidos! Não quero arriscar meu traseiro por causa desses bebuns!

– E o meu é Talessin, o Bardo. Levantando um bebum pelas costas.

Rapidamente todos os bêbados que estavam na tavena foram juntos para dentro do alçapão.

Todos aqueles. Taverneiro, bêbados e aventureiros estavam a salvo.

Mas por quanto tempo?

~CobWeb~

Hemet Zamael, o Ilusionista #3

     Quando Hemet Zamael se pega na vontade de ir em direção aos dois senhores para perguntar o que teria acontecido os meus ouvidos me chamam mais atenção. Escuto a voz de um plebeu que com velocidade atinge o platô do palanque e dizendo:

– Peço a todos vocês suas singelas atenções, o nosso grande Rei Thenemur III está aqui para dar um recado aos competidores.

     Em meio a espalhafatosa apresentação do plebeu, Thenemur III se aproxima do centro da massa. Estava vestido sua armadura de batalha com belos adornos. Sem o elmo dava para visualizar sua face. Uma barba ruiva tampava-lhe o pescoço e seus olhos eram marcados pelo cansaço. Thenemur III parecia ser jovem, seu corpo o ajudava, o contrário do que muitas coisas que ouvi antes de chegar em Valoran quando o assunto era a idade daquele rei.

– Dou a todos às boas vindas a Valoran. É com muita honra que recebemos todos os competidores, sejam das redondezas ou de terras distantes. Aproveito este momento e anúncio a todos que o nosso torneio irá iniciar em cinco noites. Desejo que todos se acomodem nos recintos de nossa cidade e que sejam bem atendidos. Vejo que temos grandes e pequenos competidores, estou ansioso para assistir não só uma batalha sangrenta mas também várias outras perplexas de estrategias e dispositivos atípicos. Que Kord nos guie.

     Ao término da pronuncia do rei, uma saraivada de urros, berros e palmas acontecem. Todos estavam exitados com a competição e fala do rei.

     Olho para o lado e vejo que clérigo ainda está ao meu lado.

– A proposito me chamo Hemet Zamael nobre sacerdote. Dizia o gnomo astuto.

– Aikor para servir aos fracos e oprimidos, Sr. Gnomo. Responde o clérigo em uni-sono.

– Irei para taverna do Moz, dizem que há a melhor cerveja das redondezas e que seus barris de conversa são mágicos, o que da um gosto peculiar a elas. Toda taverna há informações e deve sempre ter uma boa bebida. Argumenta o mago.

– Exatamente Mestre Gnomo. Irei com você à taverna, preciso não só de informações mas também de uma boa cama, fiquei me retorcendo durante toda a viagem mas não é nada alem do que minha coluna possa suportar. Responde Aikor, o Fragmento Sagrado.

Indo de encontro a taverna, observo toda a multidão. Estava cheio o lugar, era a mais famosa e maior taverna de todas em Valoran, Moz era o seu dono e vivia de orgulho de seu grande e melhor empreendimento. Boa fama ele tinha, não só pela boa bebida, mas também pelas suas informações.

– Grande taverneiro, a maior caneca e a melhor bebida de Valoran para mim! Dizia o gnomo empolgado enquanto escalava o banco do balcão.

– Mestre Gnomo, trarei com o maior prazer a maior caneca e a melhor bebida que tenho. Por incrível que pareça não será a minha cerveja, mas um hidromel mais saboroso do que os dos elfos e mais escuro do que as dos anões. E quanto a você Sr.? Responde Moz, o Taverneiro desviando o olhar do gnomo para o clérigo.

– Gostaria de um caneca também, mas não tão grande quanto ao do meu companheiro. Solicitava o clérigo.

Em meio as goladas de uma caneca maior que a cabeça, Hemet observa os dois senhores que estivera, anteriormente, sido expulsos da caravana. Um deles possuía brunêa, escudo e espada, enquanto outro um olhar astuto, bandolim e besta.

O musico estava a se apresentar no palco, e sua musica estava confortando todos os clientes de Moz.

Em meio aos cantos e danças, todos bebiam e estavam felizes. Pelo menos naquele momento não havia preconceitos nem inimizade e muito menos competições, a não ser apostas de quem bebia mais hidromel!

De repente um barulho é escutado vindo dos céus, somente àqueles que não estavam totalmente embriagados ouvirão tal petardo e se assustaram.

Em instantes uma grande massa de fogo colide contra a grande taverna de Moz. Não havia mais a parede anterior da taverna.

Em meio a fumaça e o silencio de todos com o acaso, uma voz surge de dentro da taverna.

– Por Kord, não acredito que interromperam minha dança e bebedeira antes da hora. Irei acabar com quem acabou com minha festa e com a taverna de Moz!

Salta um senhor em meio a entrada taverna. Ele era magro, sua pele castanha ia de contraluz a suas belas manoplas douradas, único utensilio de metal que revestia seu corpo. O resto era coberto somente por panos e seu peito era nu.

Com as palavras daquele senhor, Hemet Zamael ficara surpreendido com o acaso, mas queria castigar quem quer que seja aquele que estragou com a festa de todos e com a boa musica do bardo. O gnomo salta e segue o monge. O clérigo, preocupado com o gnomo o segue.

Olho para trás e vejo o bardo e o guerreiro, os dois senhores que haviam expulsos da caravana.

Quando retomo a visão à frente avisto em meio a fumaça o monge em meio aos inimigos. Socos e chutes apareciam no ar como um dança. Sim, eram vários inimigos e não somente um.

Com a queda da fumaça agora conseguira ver perfeitamente tais criaturas, eram todos zumbis.

Incrível a quantidade de mortos-vivos no pátio de Valoran, algo mágico aconteceu e posso tenho certeza que há algo relacionado ao Lich.

Apronto meu grimório e pego meu globo. O combate iria acontecer.

Mago, Bardo, Guerreiro e Clérigo iriam batalhar juntos… um grupo estava a se formar.

~CobWeb~

Satanismo o que? É hora de ler mais sobre RPG!

Tema relacionado a o caso de Ouro Preto (2001), que até hoje trás repercussões negativas para os jogadores de RPG!

Pegue seu café e vamos conversar sobre isso!

– Started –

Um caso estranho ocorreu em uma das mais lindas cidades do estado Minas Gerais, Ouro Preto.

No ano de 2001, Aline Silveira Soares é encontrada morta.  O corpo em cima de um túmulo, com os braços abertos, pernas cruzadas e totalmente nua. A notícia estava fadada a fazer parte de todos os anais do Brasil.

Em Ouro Preto, jaz uma festa denominada Festa dos Doze, no qual atrai considerável publico de  fora do estado. Nada de conhecer nossas artes e tradições, Aline viria do Espirito Santo participar do evento com sua prima Camila e amiga Liliane, somente com a roupa do corpo e nada mais. Aline, prima e amiga ficariam hospedadas temporariamente na república Sonata até o horário do evento. Nessa mesma época moravam na república os estudantes Edson, Cassiano e Maicon. Sem meios, na noite de 14  de outubro, Aline é encontrada morta, com 17 facadas no corpo e deitada sobre um tumulo de cemitério. Ao lado do corpo, roupas cuidadosamente arrumadas e entre elas uma blusa suja de esperma. O caso vai para o Delegado Adauto Corrêa,  este, solicita investigação na republica Sonata.  Os policiais encontram livros de RPG e um ambiente que havia sido faxinado, nada fora avisado para que deixa-se intacto o local onde os estudantes moravam. Devido a falta de conhecimento por parte do Delegado e dos demais investigadores do caso, essas foram duas provas incriminadoras para a polícia de Ouro Preto. São considerados culpados: Camila, Edson, Cassiano e Maicon. Horas depois o exame toxicológico no sangue de Aline indicou uso de maconha.

Corrêa agora famoso e com a necessidade de ir adiante com o caso não leva em conta que ficou concordado entre os réus o fato de que Aline permaneceria na república para se hospedar e passava o maior tempo do dia fora. Não levou em conta também que o laudo técnico indicou somente uma pessoa a realizar o ato contra Aline, Adauto declara que não queria saber mais de provas e que já sabia quais eram os culpados.

Sem meios ao tempo e aos processos criminais, oito anos depois, o caso foi para juri popular deixando inocentados Camila, Edson, Maicon e Cassiano cessando a investigação caso.

Moral da história: ignorância e preconceito é que são os criminosos neste caso. Estes por parte de um delegado, em acreditar que o RPG poderia resultar em algo tão espalhafatoso.

O RPG (clique aqui), possui um papel cooperativo entre os jogadores e o Mestre (narrador da história) afim de garantir a diversão de todos. RPG não é competitivo, fato que tornou um jogo ideal para ser aplicado em processos educacionais em todo mundo. RPG também não é um jogo possível de se “perder” (uma vez que não há competição) e tampouco possui laços com satanismo.

Eis a minha pergunta, agora você sabe um caso que gerou uma repercussão enorme no nosso país, RPG como uma prática satânica. O que tem do “kpeta” ai? NADA.

O fato de um corpo aparecer no formato de cruz em um cemitério, com esperma em roupa e uso de maconha no sangue não indica vínculo de um jogo de interpretação com a prática satânica.

O fato de investigarem a casa, encontrarem os livros de RPG não são provas concretas de rituais vinculando o jogo com o Satanismo. O que também não descarta a possibilidade dos jogadores serem praticantes de Lúcifer. Porém, se qualquer um pegar um livro do assunto, vão encontrar logo nas primeiras páginas, os objetivos e a dinâmica do jogo.

AH, MAS E QUANDO SEU PERSONAGEM MORRE?

Simplesmente o ressuscitamos em jogo ou criamos outro personagem, de forma ao desejo do jogador e/ou do Mestre.

Nessa hora o ideal é trazer de volta o jogador para aventura. A morte de um personagem traz um desequilíbrio importante, por isso muitas vezes o ressuscitamos em jogo. Entretanto, deve os jogadores (com personagens vivos) e o mestre contribuírem de forma que suas ações dê a oportunidade de reinserção do mesmo jogador com outro personagem.

Infelizmente não só o RPG ficou com fama vulgar de Satanismo, mas também outros jogos, inclusive os de cartas. Discutiremos este assunto uma outra hora.

Já passou da hora de ficarmos acreditando nessas coisas pessoal!

Nem tudo é obra de Deus, mas tenho certeza que RPG não é coisa do Belzebu!

E você, o que acha?

 

~CobWeb~

Hemet Zamael, o Ilusionista #2

     A caravana parte do leste de Monterlinds e pega a estrada rumo a Valoran. Na estrada de Bloop, outras caravanas se avistava vindas de outras direções. Essas comitivas se encontram numa mesma estrada principal e formar fila, me parece que todas estão com o mesmo destino. A manhã desaparece e depois da ceia do meio dia volto a me concentrar no caminho. A carava era apertada para os humanos, mas até acessível para os gnomos. A base feita de madeira maciça e bancos com o mesmo material, uma lona antiga cobria-nos o céu, era uma caravana para viagens curtas.

     Pelo ângulo de visão avisto uma situação atípica de minhas terras natais na caravana à frente. Um sujeito se aproveitando de um velho a dormir, rouba-lhe um pergaminho e seu bolsão, onde deveria conter suas moedas ou qualquer outro objeto de valor. Se não fosse avisado pelos meus mestres de Felkor, acharia aquilo surpreendente e alguma coisa teria feito para impedir. Mas os humanos são diferentes de nós gnomos magos. Devemos nos intrometer naquilo que realmente levará a uma grande relevância, não podemos defender tudo e nem todos, não devemos também arriscar nossas vidas por todas casuísticas impróprias.

     Um outro senhor se aproxima do ladrão. Pelo que parece eles estavam dialogando, mas não conseguia ouvir nada. Ficaram ali por instantes conversando ate gerarem um tumulto na caravana. Me parece o que senhor havia visto assim como eu a punga no ato. Estes dois são expulsos e obrigados a terminar o caminho a pé. Por sorte, já conseguia avistar Valoran e a grande Torre Negra. Estava à umas seis milhas da cidade competitiva. De certa forma, seria uma caminhada curta para àqueles dois.

     Ao passar dos portões de Valoran, avisto um grande tumulto. Uma multidão vasta e vasta raças se encontravam. Via-se pessoas do meu tamanho, um pouco maiores, maiores e muito maiores. Não me fixei muito ao contornos da cidadela, me dirigi ao tumulto. Algo me mostrou que aqueles eram os candidatos à competição. Indo em direção me aproximo de um guerreiro sagrado. Bom, pelo menos parecia ser se não fosse pela sua armadura com adornos do Sol, maça e o simbolo de Pêlor no escudo e no amuleto em que utilizava.

– Está aqui para a competição Guerreiro Sagrado? Meus conhecimentos me dizem com clareza que Valoran não há devotos de Pêlor. Pergunta o gnomo entusiasmado.

 

-Sim, Mestre Gnomo. Vim representar minha ordem neste torneio. Mas outras situações me trazem a esta cidade. E você? – Responde o clérigo com singela edução.

-Hehe. Faço da sua minha resposta. Vim para competir, mas também para investigar outros assuntos.

Bom, de certa forma não posso te julgar pelo tamanho. Mas pelos tamanhos dos outros os desafios para você serão difíceis. Espero que seja rápido e sagaz com seus adversários. Haha! – Responde o clérigo alegre, mas preocupado com a coragem do pequenino.

Enquanto conversava com o clérigo, Hemet Zamael avista os dois senhores chutados da caravana. Eles tinham sangue em suas armas e armaduras. Mas não era visto nenhum ferimentos em ambos. O que poderia ter acontecido?

~CobWeb~

As Três Fontes do Poder

Num passado nada remoto mas já algum um tempo atrás, eu mantinha o hábito de ir na casa de uma amiga. Combinávamos todos os amigos de irmos a casa dela para conversar sobre Fisioterapia, Culinária e Psicologia, isso quando não jogávamos jogos de tabuleiro (do qual eramos apaixonados). O pai dessa amiga era um engenheiro mecânico renomado dentro da sua área, entretanto se encontrava fazendo uma nova graduação, o curso Psicologia. Era um pai divorciado e estava sempre conosco, jogando, conversando e etc. Era um cara (Sr.) muito divertido e inteligente.

Uma certa vez, enquanto os meus amigos faziam uma lasanha de presunto e “mussarela” (muçarela), fiquei com o Sr. “X” conversando sobre equilíbrio psicológico, assunto este que ele mesmo começou. Sempre gostei de ouvir pessoas mais velhas, pois essas pessoas gostam de falar, e se sentem bem por isso. Então eu ganhava por dois lados, agradava-lhe pelo simples fato de ouvi-lo e também por estar adquirindo conhecimento.

Não me recordo ao certo todas as reflexões que ele me ajudou a fazer. Mas peguei a ideia principal do assunto que estava em pauta.

Nós temos Três Fontes do poder, em que estas, devem sempre estar em equilíbrio. Esse equilíbrio rege a nossa saúde mental deixando-a estável, quando essas fontes estão desalinhadas temos problemas diferentes.

Inicialmente o Sr. “X”, me fez a seguinte pergunta. – Alexandre, para você o que é necessário para a vida?

Vamos parar de ler este texto por instantes para pensarmos no que é importante para a vida.

Como um simples mortal eu disse tudo que veio na minha cabeça. Sem pensar fui falando de coisas que até então achava fundamental para se ter uma vida equilibrada. Em alguns quesitos eu acertei, mas não com o pensamento que ele queria me transmitir.

Bom, a primeira fonte do poder que o Sr. “X” falou, e particularmente julgou ser a mais importante é o “Conhecimento”. Devemos ter o poder do conhecimento. Todos nós temos um nível desse conhecimento, de forma que este não deve interferir de forma negativa para nossa vida. O que ele disse com isso, você não deve ser burro e nem o mais inteligente, você simplesmente tem que “conhecer”.

A segunda fonte do poder, por incrível que pareça é o “Dinheiro” (grana, como ele gosta de falar). Sim, a grana. Devemos ter dinheiro de forma que essa fonte não interfira de forma negativa nas nossa vidas.

A terceira e ultima fonte do poder é o “Afeto”, resumindo a toda forma de amor que um ser humano possa ter, seja através do animal, do companheiro, da religião, dos amigos e etc.

Essas três fontes do poder regem todo o nosso equilíbrio psicológico, são os nossos pilares da estabilidade.

No final da nossa conversa, o Sr. “X” ressalta que isso é um desafio para todos nós, pois, a maioria estará em desequilíbrio dessas três fontes. Por causa do Afeto? eu perguntei pensando em que todos nós iriamos ter mais “amor” do que dinheiro por exemplo. Não! Por falta do poder do conhecimento. E assim finalizamos a nossa conversa.

Aos passar dos dias mantive a nossa conversa na cabeça. E com as idas e vindas dentro do ônibus, colocava no meu celular um Pink Floyd pra escutar e refletia toda a conversa. Até chegar em uma conclusão pautável e lógica.

O conhecimento é o mais poderoso dos três, devido ao sentimento de emoção, ser pautado através das experiencias. Conseguimos através do conhecimento dirigir os nossos sentimentos e ficarmos firmes, não ficamos cegos quando o “Afeto” está elevado demais. O conhecimento também que vai reger nossos gastos, sabendo diferenciar do que é importante para se consumir e o que não é. A capacidade do pensamento e da reflexão está no Poder do Conhecimento.

O objetivo aqui não é reduzir um dos poderes para equilibra-lo em relação aos outros.

Os que estiverem lendo e entendo este texto são Poderosos no Conhecimento.

O objetivo deste texto, é evoluirmos junto com o Conhecimento, os nossos outros Poderes.

Por isso, não devemos somente nos restringir ao Conhecimento, Afeto ou ao Dinheiro durante a nossa vida.

Devemos, evoluir as três fontes de forma gradual, igualitária e constantemente.

~CobWeb~

Hemet Zamael, o Ilusionista #1

     Quando criança ajudava meu pai na loja de poções. Balidur era seu nome, era também conhecido como Franel, mas gostava de ser chamado de Lindon. Nasci e cresci em Kaz Modam, a cidade dos Gnomos, no subterrâneo, aprendendo com meu pai os truques de uma bela e negociável poção. Entretanto, diversas vezes saía dos corredores rochosos para contemplar o cheiro das folhas, o verde das árvores e sons dos animais, assim aprendi sozinho alguns truques mágicos e a comunicar com eles.

     Kaz Modam por eras atrás fora sitiada por um dos nossos mais antigos e saudosos amigos, os anões. Cavaram nas montanhas de forma a cumprirem o desejo de se criar uma grande fortaleza. E conseguiram. Entretanto, o número dos anões com o passar dos anos foi crescendo e cada vez mais se achava menor Kaz Modam. O que motivou Barduk II, o Lord Anão, a cavarem mais profundos e cumpriram seu mais novo desejo, queriam algo não só maior mas também mais protegido. Hoje, os anões vivem além de Kaz Modam, em algum lugar espantosamente maior e mais protegido. A cidade foi deixada para os Gnomos, que desde aquela época alguns já moravam na Grande Kaz, como também era chamada. E foi isso que aconteceu. Até hoje alguns anões caminham sob a luz do sol e alguns voltaram a Kaz Modam, ficam alguns anos e depois migram para o subterrâneo novamente. São sempre bem vindos, principalmente quando trazem coisas novas, pedras e utensílios atípicos desconhecidos pelos gnomos.

      Aos vinte e cinco anos comecei a viajar em caravanas com meu pai, aprendi com ele, os valores de uma boa negociação e permuta. E pela primeira vez me afastei das montanhas e florestas para experimentar o salgado litoral e as vastas e extensas planícies. Juntamente com toda dialética comercial aprendi a língua dos elfos e a comum dos homens, pois as dos anões já havia aprendido com meu pai e com um ou outro viajante anão. Mas meu destino era outro, a ser um mero comerciante, mal sabia eu que aquele ano mudaria todo meu destino. Aos meus trinta nos de idade um tio distante volta à Kaz Modam com um tarefa. Deveria levar consigo um aprendiz para as profundezas do subterrâneo, para aprender a magia. Fascinado com a oportunidade de me tornar um mestre do conhecimento e subjugar o destino de minha vida, demonstrei ao meu tio o interesse de aprender profundamente a magia. Me tornei integrante do clã Felkor, de Hemet, passo a me chamar também Zamael, o Ilusionista.

     Depois de 10 anos de incansáveis estudos e tarefas, conclui meus estudos iniciais. Minha missão agora é aprimorar meus conhecimentos através da pesquisa ininterrupta e voltar um dia para minha terra com um novo discípulo.

      Eu vou para Valoran, é temporada de competição na cidade litorânea. Dizem que os magos não são muitos bem vindos lá, depois que uma criatura denominada “Lich” causou muita destruição da cidade. Se não fosse por Tenemur III, o atual rei, o “Lich” estaria a solta até nos dias atuais e sabe nunca se pode pressupor o que teria acontecido com todos nós.

 

Pois bem, uma caravana parte do leste com destino a Valoran e eu estou nela.

Investigarei de perto o tal “Lich” e quem sabe desfrutar de um combate.

~CobWeb~

Essa é pra você, que não conhece RPG!

Não foi agora que o RPG tornou-se um “jogo diferente” no Brasil, vamos conversar sobre isso!

O Jogo de Interpretação de Personagens, Role Playing Game (RPG) pode ser considerado um jogo de tabuleiro quando praticado por inciantes. Como cada jogo tem suas regras e formas de se jogar, o RPG tem as suas, contudo, possuindo certas diferencias.

– Started –

Tudo surgiu quando dois caras estavam jogando um jogo de guerra com miniaturas, um possuía uma enorme fortaleza e outro três soldados. O objetivo dos soldados era de ultrapassar a fortaleza e outro dar sequencia aos acontecimentos. Aqui começou a primeira aventura!

No ano de 1974 dois caras chamados Gary Gygax e Dave Arneson, registram pela primeira vez um jogo de RPG. Gary e Dave criaram o primeiro sistema de RPG denominado Dungeons and Dragons (Dragões e Masmorras) do que pra frente ia explodir o cérebro de muita gente!

Se quer saber mais a Historia de RPG, clique aqui.

Antes o RPG estava voltado nos dados, miniaturas e mapas. Assim podemos observar que tudo decorria como qualquer jogo de tabuleiro normal. Mas o que levou este jogo a fazer tanto sucesso na década de 1990 foi o inovador, a introdução de um modelo com varias formas de dados dados e o melhor: a interpretação, a atuação de um personagem frente a outros jogadores.

Dungeons and Dragons é um sistema voltado para a atuação de personagens dentro de um mundo medieval, com magias, reinos, dragões, masmorras e mistérios!

O desenrolar do jogo acontece com um mestre, três a cinco jogadores e uma aventura. Cada jogador cria seu próprio personagem, cor da pele, cor do cabelo, olhos, sexo, idade, opta por uma raça (humano, elfo, anão, gnomo, meio-orc entre outras) e inicialmente por uma classe (guerreiro, bárbaro, bardo, monge, mago, feiticeiro, ladrão, clérigo, druida, paladino e guardião). Cada jogador preenche todos esses dados em um folha especifica. Alem de criar, interpreta seu próprio personagem quanto aos hábitos, modo de falar dando assim identidade a um personagem com ideais, desejos e estilo de vida. Cabe ao mestre interpretar o resto dos personagens que não são jogadores, os chamados (NPC).

OBS: Três a cinco jogadores é um numero que considero ótimo de jogo, menos ou mais que isso pode limitar a aventura por falta de personagens ou deixar o jogo mais lento.

O Mestre (Master Dungeon) é o único que consegue jogar sozinho. Este será sucumbido em montar as aventuras (que também é jogar) alem narrar as situações nos encontros (conjunto).

 

O RPG com os anos foi ganhando fans e adeptos do jogo. Alguns autores relatam quanto aos benefícios de se jogar, como por exemplo a melhora da memoria, do raciocínio, de como resolver problemas postos em prova, e alguns fazendo link com a física. O que eu acho muito legal, entretanto, interpreto como um ganho secundário.

O RPG na minha opinião transcende qualquer jogo pelo fato de se utilizar a imaginação!

Esta é pra mim a mais bela essência do RPG, não são os dados, mapas, miniaturas e etc!

A capacidade de criar seu próprio universo, imaginar um cenário com os mínimos detalhes, isso que é magico. É você não só interpretar um personagem, é conseguir se sentir atuante em um mundo criado pelo seu próprio cérebro, um mundo só seu.

O RPG é a prova de que a nossa mente consegue criar coisas surreais e com esta capacidade, é possível se sentir em qualquer lugar onde quiser, seja ele real ou não.

Isso é lindo, indescritível e inimaginável por qualquer forma de texto ou expressão.

~Alexandre CobWeb~

Aventura nas Terras Protegidas #1

Vallanar, continente norte de Autros (mundo), vive tempos difíceis, a intitulada grande batalha esta prestes a acontecer. A luta contra os quatro componentes que governam a terra média. Os escudos de proteção estão se esvaindo. Glibe, rei das terras nórdicas estuda outras formas de restabelecer a proteção, uma vez que as baterias de esterotritos, material responsável pela combustão das barreiras estão se esvaindo. Material importante este chamado de esterotritos, elementos rochosos que até hoje não se sabe certamente sua origem. Acredita-se que são fragmentos de meteoros que chegaram à superfície da terra. Há também, para os mais religiosos, que as rochas são dádivas divinas.

O conselho mestre de Vallanar pressupõe que poderia existir tal elemento nos demais continentes de Autros, mas desativar os escudos mesmo que seja por breve instantes poderia trazer várias desgraças. Da mesma forma que a aura emitida pelos esterotritos impede a entrada dos inimigos, estes também impedem a expansão dos vallanares.

A quatro gerações atrás houve uma guerra de disputa para a conquista das regiões demográficas de Autros. Vallanar foi vitima de um ataque combinado e sofreu vários danos. A única forma de se protegerem foi com a magia de proteção de Taric, que ainda em experiência usufruía dos tais “materiais divinos”. Este deu a oportunidade de existência para os Vallanares, a única possibilidade permanecerem neste mundo. Durante seis anos de conjuração, Taric fez com que a impenetrável barreira fosse estudada pelos seus discípulos. Sendo aprimorada e aumentada sua área de projeção. Contudo, era de se esperar que um dia o combustível rochoso ou divino iria esvair. Fora realizado novas escavações na tentativa de encontrar mais esterotritos no subterrâneo, mas até então nada foi encontrado.Para aqueles que há conhecem, acreditam que uma escavação muito antiga no continente do norte, que jamais fora explorada totalmente pelos Vallanares possa ter o material procurado. O que reforça a ideia de presença inimiga.

Glibe, decide recrutar uma parte de seu exercito para aventurar nas terras protegidas pelo escudo objetivando a proteção de ataques surpresas.

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O batedor volta do sul, o mais rápido possível. Seu rosto banhado pelo suor, sua face pura de desespero fitava o reino de Vallanar a algumas milhas de distância. Chegando de encontro ao portão principal, um código de emergência é pronunciado. – Balidur Gull’Tzur. Instantaneamente os portões se abrem, ninguém poderia saber tal código vindo de outras terras.

 

O militar passa sobre a periferia, comércio e demais pontos do reino, ele tem um único objetivo, ir de encontro ao Rei Glibe. Na região nobre, encontra-se o castelo de Gol’Darra, seus portões já estavam abertos para receber o batedor. Ele, salta do cavalo exausto e continua sua corrida até chegar de encontro ao salão central.

Ajoelhando para a Majestade, depois se levanta observando o cenário e começa a pronunciar para toda corte.

– Foi em um dia de tempestade forte, o vento forte batia nas torres de proteção e a água escorria até encontrarem com o solo. Os escudos estavam intactos, invisíveis, até que começa a trovejar. As barreiras antes invisíveis, piscando começam a aparecer, uma grande parede branca, alta e clara. O que era temido em todo continente de Vallanar começa a acontecer, e naquele momento sem que ninguém o saiba.

A única forma de proteção totalmente segura estava se desintegrando, aumentando a cada segundo. Buracos iam se formando e abrindo com o passar o tempo, o dia chegou Sua Alteza.

A Grande Batalha irá acontecer novamente…

~Alexandre CobWeb~