Da Idade Média

Idade Média foi o período entre a Queda de Roma e a Invenção da Imprensa, em que muitas guerras foram realizadas, muitas pessoas nasceram e muitas outras morreram. A Idade Média começa quando os nobres de Roma, entediados de ficarem parados bebendo vinho e comendo uva, decidiram abandonar Roma, enfraquecendo assim o Imperador e tornando o poder descentralizado. Assim, os Bárbaros aproveitaram a situação para limpar a Itália. Os romanos já faziam atrocidades com eles, então pegaram suas armas – repolho, salsicha, chucrute, pau e pedra – e invadiram Roma.

Na Idade Média não faltavam coisas para fazer. Como não tinha televisão, todo mundo se divertia fora de casa. Entre as coisas divertidas que haviam lá, devo citar a Inquisição, um divertido evento de perguntas e respostas. Quando não tinha mais dragões para matar e todas as donzelas tinham partido para as Cruzadas com bolsas a tiracolo, os cavaleiros ficaram sem ter o que fazer. Sim, alguns foram para o convento das Carmelitas, mas outros saíram por aí organizando raves e torneios.

Castelos são construções incríveis. E há muitos tipos deles. Há o tradicional, em que colocam água em volta dele repleta de jacarés, e com uma ponte levadiça. Há os castelos de contos de fadas, que são os que têm enfeites inúteis. Há os castelos góticos, que normalmente ficam equilibrados na ponta de um penhasco, e aonde há um laboratório secreto em que um cientista maluco cria um monstro. Há os castelos de areia, que podem ser feitos por qualquer criança. Também existe os de plástico, se encontra em qualquer aniversário. Há os de gelo, os do Super Mário World e o do Castelo Rá-Tim-Bum.

Quem não queria viver aí?

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Do Tolkien

Direto ao ponto: Quem já leu O Senhor dos Anéis (1954) amou ter conhecido a Terra-Média. Dos campos verdes do Condado, passando por Lothlórien, Moria e até a podridão de Mordor. Como um livro pode encantar tantas pessoas, no mundo todo? E um livro de fantasia ainda, aonde tudo foi tirado da cabeça de J.R.R. Tolkien com habilidade magistral com as palavras. Algumas pessoas não gostam, mas um dos grande pontos fortes do livro é a farta descrição dos locais, tornando eles quase que palpáveis. Quem nunca suspirou e desejou viver ali, aonde a sua palavra vale muito e honra é tudo? Não só no mundo de Tolkien, mas também na época medieval em geral, nesse mundo que os livros nos passam. É incrível o efeito que papel e letras causam.
Embora a história de Tolkien em si seja um grande trabalho, ela é meramente o resultado de uma mitologia na qual ele trabalhava desde 1917. As influências sobre este antigo trabalho e sobre a história do Senhor dos Anéis englobam desde elementos de filosofia, mitologia e religião até antigos trabalhos de fantasia, bem como as experiências de Tolkien na Primeira Guerra Mundial. O impacto dos trabalhos de Tolkien é tão grande que o uso das palavras “Tolkienian” e “Tolkienesque” (‘’Tolkeniano’’ e ‘’Tolkenianesco’’) ficou gravado no dicionário Oxford English Dictionary.
O Senhor dos Anéis foi iniciado como uma sequência para O Hobbit, história publicada em 1937 que Tolkien tinha escrito e tinha sido lida originalmente por muitos jovens. A popularidade do livro, que também é uma obra-prima, levou o editor a pedir por mais histórias sobre hobbits, de modo que no mesmo ano Tolkien começou a escrever a história que se transformaria no Senhor dos Anéis.
O próprio J.R.R. descreveu O Senhor dos Anéis como uma obra ‘’fundamentalmente religiosa e Católica’’. Há muitos temas teológicos na narrativa, inclusive a luta do bem contra o mal e a atividade da Graça Divina. Além disso, uma curiosidade é que o trecho do Pai Nosso: ‘’e não nos deixeis cair em tentação, mas livrai-nos do mal’’ estava sempre presente na mente de Tolkien quando ele descreveu a luta de Frodo contra o poder do Um Anel.
Até na música a obra marcou presença. A banda alemã Blind Guardian possui várias referências a Tolkien, contando a história das Silmarils (livro O Silmarillion, perfeito também por sinal), e a banda Helloween também. O Led Zeppelin é provavelmente o mais famoso grupo diretamente inspirado em Tolkien, e possui quatro músicas com referências explícitas, como Misty Mountain Hop, Ramble On e The Battle of Evermore.
Em 1999, o diretor Peter Jackson resolveu adaptar O Senhor dos Anéis para o cinema. A trilogia foi filmada simultaneamente, e está entre os recorder de bilheteria, além de ter acumulado DEZESSETE Oscars, 4 para o primeiro, 2 para o segundo e ONZE para o terceiro.
É uma obra que marcou quem leu, e que dificilmente será superada, não só pela história de Frodo e do Um Anel em si, mas de todo o mundo que os cerca, os orsc, ents, elfos, anões, as florestas, minas, as lendas, as batalhas épicas. Pegar o livro e torcer para que a Comitiva do Anel acabe com Sauron e seus orcs é maravilhoso. Também aconselho os outros livros, que tratam mais da mitologia em si, como O Silmarillion e Contos Inacabados.