Hemet Zamael, o Ilusionista #5

Mesmo quando estava fechado o alçapão ainda dava pra ouvir os gritos de Valoria. Choros, gemidos, gritos, a cidade estava tomada por aquelas criaturas. Depois de um tempo, não se ouvia mais nada além dos grunhidos dos zumbis e seus passos rastejantes.

Minutos se passaram até todos retomarem a consciência. Fora um susto para todos.

– Temos que voltar, podemos salvar algumas vidas ainda, deve haver sobreviventes. Disse Aikor.

– Meu coração está pesado Aikor. Disse o Zamael. – Mas temo arriscar salvar mais vidas e expor este esconderijo de emergência.

– Nunca podemos ajudar todos. A chance de morte é maior do que de trazermos mais alguém vivo para cá. Disse Moz.

– Concordo com o mestre gnomo. Exclamaram Gideon e o Talessin

Em meio a breve discussão, todos se calaram e ficaram com os corações tristes.

– Entretanto. Disse Gideon. – Devemos continuar este caminho e certificarmos sua segurança.

– Minha vez de concordar com você. Gideon. Disse Zamael. – Temos que assegurar as nossas vidas explorando esse caminho. A que ele nos leva Moz?

– Pouco se sabe Mestre Gnomo. Nunca me atrevi a explora-lo, foi dado a mim o dever de guarda-lo. Me assusto só com sua escuridão deste lugar, sinto o ar dos espíritos aqui, como se eles entrassem pelas minhas narinas e vasculhassem todo meu corpo e mente. Disse Moz. – Mas os antigos, meus antepassados relatam de que esta passagem leva a Queda do Guerreiro, ao pântano de nossa região e outros lugares que se perderam com o tempo ou que nunca ganharam nome.

Enquanto a conversa de Moz e Hemet Zamael acontecia um barulho diferente os desviou a atenção. Em meio aos bêbados desacordados, um meio-orc aumentava sua respiração, era tão grande suas narinas que dava para ver o ar entrar sendo umidificado e uma vasão branca quando se expelia. Aos dois roncos o orc levanta assutado.

– Gnash Crak Mush. – O que diabos aconteceu? Questionava o orc assutado.

– Quem trouxe esse ai? Vendo o tamanho do meio-orc agora de pé.

– Fui deu. Disse Talessin. – Vi que só iria conseguir trazer um dos bêbados Gideon. – Então tratei de trazer um bem grande!

– O que acontecer com Roak depois da festa boa na Taverna de Moz? Ou será que Roak está em um daqueles sonhos que parecem ser mais reais.

– Você não está sonhando, Roak. Se é que este é seu nome. Disse o Clérigo. – Sou Aikor, e salvamos você e mais alguns bêbados enquanto o ataque acontecia na cidade.

– Ataque? – Disse Roak enquanto tirava seu machado duplo das costas.

– Sim. Respondeu o Gnomo indo em direção ao meio-orc. – Estávamos todos bebendo e festejando na Taverna do Mestre Moz quando o estabelecimento foi atingido por alguma magia ou munição grandiosa, destruindo metade da taverna de uma só vez. Fomos todos investigar tal insulto ao estabelecimento feliz de Moz quando deparamos com as primeiras criaturas. Fomos atacados por mortos-vivos. Em meio às palavras de um homem que luta dançando, fomos todos defender a cidade. Conseguimos derrubar alguns, mas em pouco tempo a cidade estava tomada. Ao chamado de Moz, nosso salvador, voltamos para a Taverna e entramos neste alçapão. Conseguimos salvar somente aqueles que estavam na taverna, você e mais aqueles.

Roak desviou o olhar para trás e de onde levantou havia mais cinco homens desacordados.

– Roak conhecer o homem que luta dançando. Cassios é o seu nome, também é conhecido como O Incrível. Ele ser um dos melhores lutadores desta região e Roak vir desafiar ele na competição. Ele e todos ao seu nível, pois Roak ser forte também. Disse Roak enquanto se vangloriava quando falava de si e de que conhecia o monge dançante.

– Roak agradecer aos que me ajudaram. Roak ser grato a todos vocês e principalmente aquele me carregou.

– De nada. Disse Talessin. – Seu corpo não me ajudou a carrega-lo. Mas pensei que poderia ser de boa ajuda quando acordasse.

– Roak ser grato por me ajudarem enquanto Roak desacordado. Ajudar vocês com o que precisar.

– Isso será importante. Disse Zamael, respirando fundo quando viu que Roak era além de forte, ser bom. Estava assustado em achar que o meio-orc traria confusão.

– Agora devemos planejar e explorar o lugar. Disse Aikor.

– Sim, vamos nós e Roak fica com Moz e os outros desacordados. Disse Gideon.

– Apoio a afirmação do amigo guerreiro. Disse Talessin.

– Roak ficar com os outros bêbados e Moz, o Taverneiro, mas querer ser recompensado com mais hidromel quando puder.

– E será Mestre Orc se fazer jus de mim e todos estes desacordados. A quantia que quiser durantes 30 dias e 30 noites. Assim que retomar com meus negócios. Disse Moz rindo e abraçando Roak.

– Pois bem. Que assim seja. Disse Aikor. Vamos em frente nós quatro.

Zamael, Aikor, Gideon e Talessin se aprontaram, manterão formação e partiram para onde, durante muito tempo nenhum vivo havia caminhado.

E assim eles foram, despedindo de Moz e Roak.

~CobWeb~

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# Dissertando com Forseti # Assassin’s Creed I e II #

As Aaaaarmas soldados da Armada Nerd.

Bom, como um bom site nerd (ou não) é OBVIO que alguém deve falar sobre jogos, como sou o pioneiro por aqui na armada nerd, creio que esse cargo será incumbido a mim xD.

Além disso creio eu que esse será o titulo dos meus posts relacionados a isso, Dissertando com Forseti e o assunto em questão.

Mas vamos lá.

Hoje falaremos sobre um jogo que virou febre no mundo todo, um fenômeno de audiência (se é que posso usar esse termo para um jogo) e que realmente me surpreendeu em quase todos os quesitos que considero relevantes.

#Jogabilidade#

A jogabilidade de Assassin’s Creed permite uma interação com o cenário NUNCA antes vista. Aos fans da série Prince of Pérsia, meu sincero respeito, mas creio eu que a série não possua uma sincronização gráfica do cenário e a interação com ele tão realista como o do Assassin’s Creed.

Quem ao jogar nunca passou raiva ao tentar subir uma construção por um lado dela e foi obrigado a dar a volta para conseguir subir? ou quando chegou no topo de uma construção levou um golpe e acabou caindo? ou ainda (é infantil mas garanto que todos já fizeram) andaram normalmente com o personagem principal (sem correr ou andar no modo furtivo), todo marrentão e como quem não quer nada enfiou a lamina oculta dentro da costela de alguém?

Bom, todas essas coisas podem ser conferidas na série. Na minha opnião a jogabilidade do Assassin’s Creed 1 era mais “engenhosa” ela requeria mais habilidade, velocidade e sincronia do lado do jogador enquanto que no Assassin’s Creed 2, para aumentar a quantidade de movimentos pré-programados ouve uma certa facilidade como por exemplo o fato de estar pendurado em um prédio logo abaixo de um guarda e com um simples clique o matar e tampá-lo do alto ou ainda ao estar escondido, matar e esconder o corpo do alvo em apenas um clique.

Matar os alvos da história principal de ACI (Assassin’s Creed I) também era mais “complicado” as vezes era necessário limpar a área pra depois conseguir um belo assassinato enquanto no ACII simplesmente poderia matá-lo sem qualquer resistência e apenas depois lidar com os guardas.

Mas foi incrementado diversos elementos que engrandeceram ainda mais o jogo como a lamina oculta dupla que no angulo de visão correto e dependendo da proximidade dos alvos é possível matar 2 ao mesmo tempo. O sistema de dinheiro e diferentes armas e armaduras ao invés de ficar preso em apenas um modelo de arma ou armadura durante todo o jogo e ainda a possibilidade que se passa bem por alto (poderiam ter aprofundado um pouco mais, acho que seria interessante) de gerenciar uma vila e ainda, algo que eu realmente senti falta no ACI e que eu gostei de mais de ter aparecido em ACII, a possibilidade de pegar os corpos, tanto para escondê-los como para distrair outros guardas através de um plano mirabolante.

#Gráficos#

Desde o primeiro jogo eu me surpreendi na questão gráfica. O realismo gráfico proporcionado, em especial ao realismo, intensidade, movimento e todas as outras particularidades da projeção de uma sombra foi a mais interessante experimentada até agora por mim em algum jogo. Quem nunca ficou correndo na mureta de uma muralha e de repente viu a sombra do assassino correndo encima da sombra da mureta da muralha e não contemplou o mínimo desta cena?

Além de todo o realismo dos assassinatos bem como a prova do sangue coletada numa pena branca no ACI, ou ainda as faíscas decorrentes do choque das lâminas, ou ainda o fato do traje de Ezio (personagem principal de ACII) refletir mais por estar molhada ou se sujar se sangue nos braços ao cometer um assassinato com a lamina oculta e uma série de outros elementos que geraram um gráfico bonito, agradável, mas acima de tudo REALISTA. Quem nunca se perguntou ao jogar algum jogo da série o quão as cidades mostradas poderiam ser fiéis no tempo retratado? Quem nunca viu as cidades de Jerusalém, Acre e Damasco e pensou o quanto, no passado, elas poderiam se parecer como no jogo?

#Som#

Os efeitos sonoros do jogo no geral são bons, principalmente em ACI.

A musica que embarga os combates, o som das laminas se chocando, ou quando se choca contra o corpo ou armadura do alvo são extremamente realistas porém, possuem uma variedade muito limitada. Um determinado golpe de espada tem aquele som e terá apenas aquele. As musicas acabam se tornam repetitivas e não possui uma trilha sonora consistente.

Em ACII a trilha sonora é praticamente inexistente. Os lugares em que me marcaram as musicas em ACII foi no momento de sincronia no topo das torres, quando há aquela movimentação panorâmica da câmera. Mesmo em combates não me lembro da música de fundo.

#Efeitos#

Os efeitos são ótimos, se enquadram de certa forma ao quesito gráfico, mas ver o realismo da água, o reflexo na roupa de Ezio, ou as fogueiras a noite (possível ver na missão de Leonardo da Vinci em ACII) bem como o realismo da fuga de carruagem e o uso do morcego voador (esse eu realmente fiquei impressionado, como aquela máquina poderia ser tão perfeita? Se Leonardo chegou a fazê-la, o quão semelhante os movimentos mostrados no jogo poderiam condizer com ela na vida real?)

#História#

Ultimo quesito, e na minha opinião, uma história bem original, onde envolve diferentes eras e todas elas tem um desfecho interessante.

Desmond Miles, é o personagem principal em todos os jogos. Ele, também conhecido como Subject 17 (Cobaia 17) é capturado por uma organização chamada Abstergo no ACI e descobre através de uma maquina capaz de reproduzir memórias gravadas no DNA (Animus), que é descendente de Altair, Membro de uma guilda de assassinos (que realmente existiu no oriente médio naquele tempo e que usavam roupas muito semelhantes a que Altair usou na trama) que viveu no século XII e XIII, cujo o objetivo era matar 9 templários que almejavam os Pedaços do Éden (artefatos com poderes mágicos. É dito que aquele que possuir todos os pedaços obterá o poder para controlar o mundo). Altair mata os 9 Templários até descobrir que Al Mualim, o líder da guilda a qual pertence, é na verdade um dos templários que almejam tal poder e o mata terminando ACI.

Ao sair da maquina Desmond, por ficar muito tempo dentro do Animus começa a adquirir a habilidade dos assassinos, ele aprende a usar a “Visão da Águia” e vê por toda a organização, marcas de sangue criada pelo Subject 16 (Cobaia 16) e descobre que a organização Abstergo, é o nome da instituição formada pelos templários de hoje e, graças as memórias de Desmond, descobriram a localização dos outros Pedaços do Éden e que também é um alvo que deve morrer.

Havia uma assassina infiltrada na Abstergo que consegue tirá-lo de lá e diz que é apenas questão de tempo até que venham atrás dos assassinos e os exterminem.

Agora, Desmond através da experiencia de seus antepassados deve aprender a arte milenar dos assassinos, é então que ele encarna no papel de Ezio Auditore, desde sua ascensão como assassino em ACII até a sua ascensão como líder dos assassinos em ACBH onde ele atacará roma e tentará contra toda a ordem templária da família Borgia e em ACRV em que Ezio, já velho vai pra Constantinopla lutar contra os templários mais uma vez para conseguir as chaves e proteger a biblioteca de Altair, que é dito que nem todo ouro do mundo seria capaz de comprar tais livros.

E finalmente Connor Kenyway em ACIII, um descendente metade Inglês e metade Mohawk (um povo Ameríndio que vivia nos EUA) que se passa na revolução americana e com o próprio Desmond tentando evitar o Apocalipse no ano de 2012.

Eu joguei apenas os 2 primeiros jogos da série, mas ela promete muito. Por isso, aqui estão as screens dos 2 primeiros jogos.

Para aqueles que não estão conseguindo acompanhar as reviews pelo fato de elas estarem MUITO grandes (admito, eu empolgo na bagaça), ja sei uma forma de reduzir drasticamente utilizando os mesmos quesitos e reduzindo a review, então podem espera um conteúdo curto e de qualidade (ou não) na próxima review =D

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Medieval II Total War

As aaaaarmas soldados da armadanerd, como eu havia dito no post da minha review (ou impressão) do Rome Total War que você pode conferir https://armadanerd.wordpress.com/2012/12/15/impressoes-que-tive-com-total-war/ eu baixei outro jogo da franquia total war que no caso, é o Medieval II Total War.

Na questão de jogabilidade no mapa da campanha não mudou muita coisa. Há diplomatas, assassinos e espiões como em RTW. Más há novidades como as princesas (que podem fazer o papel diplomático também  que podem se casar com pessoas de sua própria facção aumentando a lealdade do general escolhido para casar, ou se casar com um general de outra facção trazendo-o para a sua; os Mercadores, que aumentam os lucros de seu império e subornam mercadores inimigos afim de monopolizar o comercio da região por exemplo; e os padres que posicionados em determinada cidade e/ou região, convertem a população bem como assassina hereges (o assassino pode fazer isso também, mas eh sempre melhor fazer com o padre quando possível para aumentar os pontos de religiosidade do próprio) e podem ser designado a bispos, Cardeais, Cardeais Preferatus e talvez, quem sabe até mesmo ser designado a papa.

Ao invés do Senado, agora eh o Papado e o conselho militar de sua facção é que designam missões. Entre as missões do Papado se incluem a conversão de pelo menos x porcento da região y; mandar guerreiros para uma cruzada (todas as facções católicas recebem o comunicado e ao longo dos turnos mostra o comunicado de participação das facções que aceitaram), matar hereges, combater o jihad (não sei se há essa missão, mas como o jihad é a “Cruzada Muçulmana” há uma probabilidade do Papado mandar combatê-los)

Entre as missões do Conselho Militar estão a dominação do porto ou de tal cidade, combater o jihad (é possível  afinal, são soldados), combater os mongóis (Genghis khan tá presente na parada), estabelecer relações diplomáticas com outras nações dentre outros.

A jogabilidade no mapa de combate não se alterou muito também  Há a cavalaria pesada, a infantaria pesada, a infantaria ligeira, arqueiros, balistas, catapultas, torres de cerco, escadas…

Más há unidades novas, como besteiros e suas variantes e provavelmente outras que ainda não pude ver.

Mas novamente, o realismo foi surpreendente. Diferente de RTW, agora soldados possuem rostos diferentes (na questão variedade, pois a variedade ainda é limitada) diferenças nas vestes, e em alguns exércitos (como exércitos amadores, camponeses) há diferenças até mesmo nos desenhos do escudo (não, não são brasões)

Há também o exército templário. Ao colocar um general e seu exercito em uma cruzada, é possível contratar mercenários cruzados. Após as cruzadas ficam permanentemente em seu exercito, porém, se recusam a lutar contra nações católicas.

Graficamente falando, em relação aos outros jogos da série anterior a esse, o gráfico melhorou violentamente. O efeito das chuvas, das bolas de fogo das catapultas, do aríete em chamas, das roupas que se encharcam em sangue no calor do combate, dentre muitos outros efeitos que na minha opinião e que eu saiba, NENHUMA outra franquia possui, alem dos equipamentos surpreendentemente condizentes com a história, desde elmos simples, de forma chata em protetor nasal, ha elmos elaborados como o “grande elmo” dos templários(dentro de uma mesma tropa, ao invés de todos terem o mesmo modelo de elmo, podem ter 3-5 modelos diferentes), além da variação do formato e desenhos dos escudos, que vão desde escudos redondos, a escudos quadrados, a pequenos e grandes escudos triangulares, e escudos de corpo inteiro (usado por uma variante de besteiros grudado nas costas como um casco de tartaruga na qual viram pro lado do inimigo ao recarregar a besta)

Sem mais, segue algumas screens que fiz:

Como o titulo diz, a pilha de corpos proximo ao portão do lado de dentro da cidade (sim, o exercito do outro lado do portão é meu e eu não tinha botado pra dentro ainda)

Como o titulo diz, a pilha de corpos próximo ao portão do lado de dentro da cidade (sim, o exercito do outro lado do portão é meu e eu não tinha botado pra dentro ainda)

Cavaleiros infantes dos Cruzados e aríete em chamas na tomada da antióquia

Cavaleiros infantes dos Cruzados e aríete em chamas na tomada da antióquia

Choque de lanceiros camponeses e Infantaria Templária com a guarda pessoal  do general inimigo

Choque de lanceiros camponeses e Infantaria Templária com a guarda pessoal do general inimigo

Reparem os escudos nas costas enquanto recarregam as bestas

Reparem os escudos nas costas enquanto recarregam as bestas

Reparem que os escudos ficam voltados para a cidade sob cerco  enquanto recarregam as bestas (eles atacavam unidades sobre as muralhas)

Reparem que os escudos ficam voltados para a cidade sob cerco enquanto recarregam as bestas (eles atacavam unidades sobre as muralhas)

Qualquer comentário sobre o fato das minhas publicações serem na quinta, quinta é véspera de virada, logo, não rola haha.

Impressões que tive com Total War

As aaarmas soldados da Armada Nerd. Então galera, há poucos dias um amigo me indicou o jogo Rome Total War. Há muito tempo eu já tinha ouvido falar, havia pesquisado imagens e tudo mais, mas nunca havia jogado.

Graficamente falando o jogo Rome Total War (o primeiro) não é tão bonito, há jogos com gráficos que eu considero muito superiores como por exemplo Age of Empires III e Warcraft III.

Quanto a trilha sonora não pude me familiarizar muito ainda (eu to jogando ouvindo a trilha do Senhor dos Anéis, no campo de batalha tu pega um gás violento) mas parece ser boa, alguns dizem ser inesquecível.

Quanto a jogabilidade no modo campanha, é extremamente complexa.

Você assume a liderança de uma das 3 casas mais importantes do antigo império romano, os Júlios (vermelho) os Scipiões (Azuis) ou os Brutos (Verdes) e os Romanos (Roxo) vão lhe passando missões através do Senado que você pode ou não cumprir.

Ao cumprir tais missões (Invadir uma cidade, bloquear o porto ou ainda pedir a uma facção fraca a se juntar ao protetorado Romano) o seus status diante do Senado Romano aumentam podendo empregar algum ou alguns membros de sua família a terem cargos importantes no Senado que lhe garante alguns benefícios (geralmente referente ao governo ou influencia)

Quanto mais “moral” você tiver com o senado menos você terá com a plebe e vice-versa. Mas se conseguir “moral” suficiente com a plebe você pode se voltar contra roma e até pode conquista-la se tornando Caesar.

O jogo também possui um sistema de exp muito interessante. Ao encontrar algum inimigo fala a quantidade deles e informa um gráfico de proporção de forças de ambos os exércitos e você decide se quer lutar automaticamente (o Computador te da o resumo da batalha) ou se vai para o campo (onde você controla os exércitos  ou se irá recuar. Se a opção escolhida for a primeira você dificilmente ganha pontos de comando com o general ao ganhar a batalha, ao menos que seja uma vitoria esmagadora. Mas se você controla no campo e obtém uma vitoria esmagadora, não apenas o seu General como todas as suas tropas, podem receber exp dependendo das suas baixas e das baixas inimigas causada em cada tropa.

Mas de tudo nesse jogo, o que me deixou fascinado é o REALISMO em batalha. De todos os jogos que joguei (franquia completa do Age of Empires (e expansões), Warcraft III, Empire Earth, Civilization, entre outros) o que mais me impressionou na questão de realismo em batalha foi Rome Total War (até agora, pois quero baixar ainda o Medieval 2 Total War e Napoleon Total War =D).

Numa batalha em campo aberto, a variedade de unidades é a mesma do outros jogos, mas como você posiciona e locomove essas unidades afetam a batalha como um todo (tenho que estudar mais as praticas no campo pq tah foda). As vezes você se pergunta, por que em todos os jogos de estrategia os lanceiros possuem vantagens vs cavalaria e por que os arqueiros existem se podem ser a unidade mais inútil do jogo.

Eu aprendi a força dos lanceiros vs cavalaria da pior forma. Devido a formação dos lanceiros (que você pode alternar no jogo) eles fazem a formação da falange Espartana (aquela formação de escudo e lança apontados para frente) Se você manda sua cavalaria com força e de frente pra eles você seguramente perde quase metade dos cavalos na primeira porrada. Ao passo que se você envia os cavaleiros com fome (no modo corrida hehe) pela retaguarda dos lanceiros ou de qualquer outra unidade da infantaria, eles simplesmente são atropelados pelos cavalos, e por perderem velocidade no processo os cavaleiros começam a atacar a infantaria (o Realismo é a tal ponto que se voce quiser retirar a cavalaria e fazer ondas de ataque você pode)

Outro exemplo de realismo, vi numa batalha onde eu possuía 3 tropas de lanceiros mercenários (atiradores de lança ao invés de falange ou hoplitas) em que pude observar a alternância das tropas, uma estava na frente da outra, quando a que estava na frente lançava suas lanças ela imediatamente recuava enquanto a que estava atrás avançava para fazer seu disparo, e continuavam alternando ate acabarem as lanças e partirem pro combate corpo a corpo.

Quanto aos arqueiros, não podem ficar muito a frente e nem muito atras do exercito, se possível devem ficar mesclados com a linha de frente pois se arqueiros inimigos tentarem atacar a linha de frente (eles possuem um alcance violentíssimo, se você não souber formar a linha de frente você perde todos pros arqueiros, e se mandar cavalaria encima dos arqueiros os FDP esconde atrás da linha de frente inimiga que geralmente são lanceiros) os seus arqueiros poderão revidar.

Já falei até de mais do jogo, agora, o que pra mim foi a maior prova de realismo foi durante a Siege (invasão) de uma cidade. Ao bloquear a cidade mostra o quanto de comida a cidade tem (isso e definido em quantos turnos vai demora para ocupar a cidade sem ataque) ou ainda você  dependendo apenas da quantidade e tipos de tropas você pode fazer armas de cerco, como arietes ou torres de cerco, ou ainda escadas para invadir as muralhas.

Ao fazer as torres de cerco eu experimentei uma das maiores provas de realismo. O pelotão empurrando a torre até a muralha e morrendo no caminho devido aos arqueiros. Ao chegarem eles começaram a entrar na torre (ela tem uma parte totalmente visível que é a parte de trás enquanto a da frente eh feita pela parede de madeira) e dava pra ver perfeitamente os soldados subindo com os escudos virados pra cima (como forma de defesa do que viesse de cima) e subindo as escadinhas até chegarem no topo e invadirem a muralha. (nesse pedaço eu morri na muralha, perdi eles mas eu fiquei durante uns 40 seg contemplando a cena)

Teve também o acidente que eu desconhecia com os arietes (a primeira invasão que fiz morreram alguns pros arqueiros mas consegui arrombar o portão. Já na segunda haviam arqueiros com flechas em chamas) ae não deu outra, o ariete entrou em chamas rapidim e a tropa abandonou ele antes de chegarem ao portão. Mas o ideal pra invasão eh você produzir onagros e onagros pesados e levá-los pras invasões pois derrubam os portões de longe, se os portões caírem tomar a cidade se torna até fácil até se chegar na praça principal onde a verdadeira batalha rola. Se matar todos na praça principal ou tê-la sobre controle por pouco mais de 2 min, você domina a cidade.

Segue o vídeo com uma cinemática que mostra todo o realismo do combate de uma invasão, todos os movimentos executados existem, nada foi criado pro video ficar bonitinho não, apenas foi feito os cortes para mostrar as melhores cenas.

E, se assim como eu você não gostou do gráfico, tome-le esse mod gráfico.

Mitologia Grega

E ae galera! Essa semana o Armada Nerd não publicou tanta coisa mas é porque final de ano tá complicado pra todo mundo! Mas não parem de postar, comentar e divulgar. (:

Então… eu reparei que quando o Ladrão postou algumas coisas de mitologia, a galera demonstrou interesse. Bom, como esse fim de ano tá corrido, eu consegui achar apenas um documentário do History (dublado) bem interessante sobre Mitologia Grega. Pra quem tem interesse vale a pena conferir! (:

Hemet Zamael, o Ilusionista #4

Taverna

Avante aos gritos de batalha dos outros guerreiros e com a dança sinistra do monge o Bardo começa a tocar seu bandolim. Uma aura emanava do instrumento enquanto o guerreiro e o clérigo sentiam uma inspiração intrínseca a eles. Eles não sabiam o motivo mas, ao ouvir as belas notas do bandolim ambos tinham vontade da batalha. O monge desaparece do campo de visão.

O Clérigo em meio a musica abençoa a todos os combatentes com uma magia divina, contribuindo também para o combate.

O Guerreiro aos berros parte em direção aos mortos vivos. Este se destacava a todos, fora o único que partira em direção à sete zumbis sozinho, mas é claro com a cobertura de seus companheiros de batalha.

Ao cortar o flanco esquerdo de um dos inimigos, o Guerreiro adianta o passo e decapita outro. Após o ataque, cobrindo o lado direto o Clérigo avança e atinge com sua maça outro zumbi, mas o golpe não foi suficiente para derrota-lo.

Zamael olhando a situação cria uma Imagem Silenciosa ao lado esquerdo do Guerreiro. A imagem continha uma cópia idêntica do Guerreiro entretanto sem qualquer cheiro ou som. Ela se movimentava sinuosamente, não portanto armas nem demonstrando posição do combate. Era uma magia para iniciantes e muito arriscada, mas o Ilusionista acreditava nos seus poderes. Dois zumbis tentam acertar a imagem e não conseguem.O objetivo de Zamael foi conseguido, desviou a atenção de dois inimigos a favor do Guerreiro.

O Guerreiro salta e acerta o mesmo zumbi que o Clérigo e o elimina.

Uma das criaturas acerta o Clérigo. O som abafado do soco ao entrar em contato com a armadura faz o Clérigo urgir de dor. Fora um golpe desferido nas costelas.

O feitiço do mago se desfaz após alguns segundos, tempo suficiente para o Guerreiro e Clérigo se recomporem e irem em direção aos quatro últimos inimigos próximo a eles. Haviam muito mais que sete deles em Valoria.

Antes de chegarem Hemet Zamel cita palavras de Brast, o Senhor do Fogo. Um cone de chamas salta de globo carbonizando os quatro inimigos restantes.

Aikor empunha o simbolo de Pêlor e com palavras divinas, um clarão da cor do sol surgi indo em direção aos mortos vivos. Terminando de carboniza-los. O combate havia terminado e a pequena vitória era dos vivos.

Obstante a situação o bardo para de cantar e observa que mais inimigos cobrem todo o patio da cidade, logo todos estariam cercados.

– Temos que fugir! São muitos inimigos, temos que bater em retirada!

– Pelos Deuses, são muitos! Não vamos conseguir derrotar todos por agora! Estamos em menor numero. Diz o Aikor, o Clérigo.

De repente, uma voz surge dos escombros da taverna. Era Moz, com um ferido na cabeça mas totalmente consciente. Diferente de outros que sem possuir nenhum ferimento estavam desmaiados de bêbado nas dependências do que sobrou da taverna.

– Jovens! Já nos defenderam demais! Vamos para o meu alçapão! Corram!

Os combatentes sem pensar duas vezes obedecem Moz e partem em direção novamente a grande taverna.

– Há uma passagem que a muito tempo não fora usada, nem por mim, nem por ninguém. Acho um bom momento para utilizarmos o subterrâneo de Valoria, que as mesmas ruas que se tem em terra se tem abaixo dela.

Moz arrasta o balcão da taverna e abre uma tampa ao solo. Havia uma entrada escura, só se dava para visualizar os primeiros degraus de uma escada.

9 S. José das Taipas 011-001

– Temos que levar esses bêbados insolentes conosco. Seus apetrechos pelas bebidas não devem custar suas vidas, me ajude você! Dizia o Aikor para o Guerreiro.

– A proposito meu nome é Gideon e irei ajuda-lo com prazer, mas que sejamos rápidos! Não quero arriscar meu traseiro por causa desses bebuns!

– E o meu é Talessin, o Bardo. Levantando um bebum pelas costas.

Rapidamente todos os bêbados que estavam na tavena foram juntos para dentro do alçapão.

Todos aqueles. Taverneiro, bêbados e aventureiros estavam a salvo.

Mas por quanto tempo?

~CobWeb~

Homenagem: Oscar Niemeyer

Galera, primeiramente peço desculpas por não postar isso no meu dia certo, mas assim que deu a notícia, eu achei bacana postar algo sobre ele, então mudei de última hora o meu post para fazer algo sobre Niemeyer, mesmo não sendo uma notícia nerd xD Vale a pena conferir algumas coisas de um dos maiores gênios da arquitetura.

“A sua história não cabe nas pranchetas. Niemeyer foi um revolucionário, o mentor de uma nova arquitetura, bonita, lógica e, como ele mesmo definia, inventiva”, afirmou Dilma em comunicado divulgado pelo Palácio do Planalto;

Niemeyer morreu na noite desta quarta-feira (06) aos 104 anos de idade no Hospital Samaritano, no Rio de Janeiro, onde estava internado desde 2 de novembro devido a problema digestivos.

Nascido em 15 de dezembro de 1907 no Rio de Janeiro, Niemeyer perdeu neste ano sua única filha, Ana Maria, que morreu aos 82 anos no mesmo hospital.

O arquiteto, criador dos principais edifícios públicos de Brasília, a cidade que ajudou a criar no meio do nada em meados do século passado ao lado do urbanista Lúcio Costa para ser a nova capital do país, manteve-se lúcido quase até o final e só foi sedado na tarde de hoje, quando seu estado se agravou por uma infecção respiratória.

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A classificação de revolucionário faz jus ao arquiteto não só pelos inovadores desenhos de suas obras, nos quais dava vida ao concreto armado com traços sinuosos inspirados nas curvas femininas, mas também por sua militância comunista, que causou seu exílio político nos anos 70, durante a ditadura militar.

O legado de Niemeyer, que está eternizado em várias obras projetadas no Brasil e outros países das Américas, Europa, Ásia e África, foi recordado pela governante, que disse que apesar dele ser um “nacionalista”, Niemeyer se transformou em no “mais cosmopolita dos brasileiros”.

Além dos principais edifícios públicos de Brasília, como os palácios presidenciais do Planalto e da Alvorada, a sede do Senado e a Câmara dos Deputados, Niemeyer deixou seu inigualável traço de curvas em obras como a sede do Partido Comunista Francês, em Paris, a Mesquita de Argel e Universidade de Constantine, na Argélia, e o Centro Cultural de Le Havre, na França.

Niemeyer também desenhou o edifício do grupo Mondadori (Milão), o Parlamento Latino-Americano (São Paulo), a sede da Fundação Luso-Brasileira para o Desenvolvimento do Mundo da Língua Portuguesa (Lisboa), o Centro Cultural Internacional em Avilés (Espanha), e o sambódromo do Rio de Janeiro.

Arquitetura

“Curvas livres e sensuais, maleabilidade e poesia do cimento armado, rejeição do funcionalismo e do racionalismo”: seu selo “está gravado na paisagem institucional de grandes capitais e particularmente na França, onde ele escolheu viver nos anos 1970”, declarou Filippetti em um comunicado.

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Especialistas em arquitetura não gostam de falar que Niemeyer tenha um estilo, afinal, em mais de sete décadas de produção, a produção do arquiteto teve mudanças.

“Não se pode falar em um estilo, mas há elementos recorrentes, que caracterizam um vocabulário”, diz Júlio Katinsky, arquiteto e professor da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP.

– MARCAS

Esse vocabulário se revelara 46 anos antes, em uma de suas primeiras obras, a igreja de São Francisco, na Pampulha, em Belo Horizonte.

Nesse projeto, o arquiteto conseguiu criar uma espécie de manifesto de seu pensamento, revelando marcas que o acompanhariam na vida.

Mostra o uso do concreto em suas potencialidades máximas, a manifestação de curvas como elemento arquitetônico, a equalização entre estrutura e arquitetura, a forma de organização do espaço, criando uma harmonia entre construção e ambiente.

É o que leva a um equilíbrio de conjunto, unidade que caracteriza suas obras.

Na igreja da Pampulha, com suas cascas cilíndricas, revela-se outra característica fundamental: a criação de formas escultóricas, um reflexo da natureza brasileira.

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“O Pão de Açúcar foi para Niemeyer o que a montanha Santa Vitória foi para Cézanne: imagem de permanência da natureza, uma presença formal e espiritual”, escreve David Underwood em “Oscar Niemeyer e o Modernismo de Formas Livres no Brasil”.

Também na Pampulha, principalmente na Casa de Baile e no Cassino, hoje um museu, há outra marca, aí em forma embrionária: o uso de colunas que integram a arquitetura ao seu entorno.

– LE CORBUSIER

Esse uso não foi uma inovação de Niemeyer mas do franco-suíço Le Corbusier (1887-1965), que exerceu grande influência na arquitetura brasileira na década de 1930, com o projeto do Ministério da Educação e Saúde.

Obra de 1936, foi projetada por Lucio Costa e Niemeyer, com auxílio de Le Corbusier.

Entretanto, Niemeyer radicaliza o uso desse elemento, agregando ao suporte técnico uma composição estética.

“Já na Pampulha estão as marquises orgânicas. O uso das colunas vai ser original na construção do [antigo] Detran, no Ibirapuera, com a forma de “V” e depois ganha variedade em Brasília”, diz o arquiteto Ricardo Ohtake, autor de “Oscar Niemeyer”, da coleção Folha Explica, volume publicado em 2007.

A produção de Niemeyer tem por base um “caráter ideológico”, segundo Katinsky.

“Ele sempre acreditou que a técnica poderia resolver os problemas da humanidade, por isso sempre esteve cercado dos engenheiros e calculistas mais sofisticados de seu tempo, o que acabou estendendo os limites de sua própria obra”, afirma.

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Curiosidade Histórica

Em maio de 1945, terminava a Segunda Guerra Mundial com a rendição da Alemanha nazista. Vencedora do conflito, a União Soviética tinha prestígio imenso. Na mesma proporção, o prestígio da ideologia comunista.

Tal conjuntura repercutiu fortemente no cenário brasileiro. O regime político vigente permanecia o Estado Novo, inspirado no equivalente salazarista fascistoide de Portugal e Getúlio Vargas continuava instalado no Catete na condição de ditador.

Mas, em 1942, pressionado pelo presidente Franklin Roosevelt, Vargas revelou suficiente flexibilidade política para jogar fora suas simpatias nazilófilas e se enfileirar com as Nações Aliadas.

Confirmando a reviravolta, patrocinou a organização de uma FEB (Força Expedicionária Brasileira), que combateu na Itália, no final do conflito mundial.

A mudança radical levou, já em maio de 1945, à anistia dos presos políticos. Após nove anos de encarceramento no Rio, Luiz Carlos Prestes ganhava a liberdade, com a glória nas alturas.

Do confinamento na Ilha Grande, saíam Carlos Marighella, Agildo Barata e numerosos outros comunistas.

Pela primeira vez na sua trajetória histórica, o Partido Comunista do Brasil (a partir de 1961, Partido Comunista Brasileiro) tornou-se organização política legalizada.

A influência do PCB era notável entre os intelectuais.

Assim que se mostrou à luz do dia, alcançou adesão de artistas, vários de primeiríssima linha, como Oscar Niemeyer, Candido Portinari, Caio Prado Jr., Graciliano Ramos, Jorge Amado, Álvaro Moreyra e Clóvis Graciano.

Niemeyer foi inabalavelmente comunista por mais de seis décadas. Sob este aspecto, recorrerei a duas testemunhas pessoais.

No final dos anos 1950, eu fazia conferências e palestras, em recintos universitários, sobre a questão das relações entre marxismo e humanismo, tema então em voga. Fiz exposições e enfrentei debates em numerosas cidades, de Recife a Porto Alegre.

Um grupo de comunistas, que trabalhava em Brasília, interessou-se em me ouvir. Estávamos em 1960, a cidade se encontrava já construída, porém ainda não ocorrera a transferência da capital da República, sediada no Rio.

Os comunistas de Brasília tinham a liderança de meu amigo Geraldo Campos, que, em 1986, seria deputado constituinte. Aceitei o convite, tomei o avião e, chegando à cidade, deslumbrante por sua arquitetura, fiz duas conferências, em dias seguidos.

Ouviram-me uns 20 e tantos companheiros, entre funcionários administrativos e simples operários. Um dos ouvintes era Niemeyer. Assistiu atentamente às duas conferências, sem fazer perguntas ou comentários.

Aqui tem uma cronologia interessante em slideshow sobre os principais marcos da vida dele. Vale a pena conferir: http://br.noticias.yahoo.com/fotos/aos-104-anos-morre-o-arquiteto-oscar-niemeyer-slideshow/

Fontes: Folha de São Paulo, Estadão e Yahoo.

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Hemet Zamael, o Ilusionista #3

     Quando Hemet Zamael se pega na vontade de ir em direção aos dois senhores para perguntar o que teria acontecido os meus ouvidos me chamam mais atenção. Escuto a voz de um plebeu que com velocidade atinge o platô do palanque e dizendo:

– Peço a todos vocês suas singelas atenções, o nosso grande Rei Thenemur III está aqui para dar um recado aos competidores.

     Em meio a espalhafatosa apresentação do plebeu, Thenemur III se aproxima do centro da massa. Estava vestido sua armadura de batalha com belos adornos. Sem o elmo dava para visualizar sua face. Uma barba ruiva tampava-lhe o pescoço e seus olhos eram marcados pelo cansaço. Thenemur III parecia ser jovem, seu corpo o ajudava, o contrário do que muitas coisas que ouvi antes de chegar em Valoran quando o assunto era a idade daquele rei.

– Dou a todos às boas vindas a Valoran. É com muita honra que recebemos todos os competidores, sejam das redondezas ou de terras distantes. Aproveito este momento e anúncio a todos que o nosso torneio irá iniciar em cinco noites. Desejo que todos se acomodem nos recintos de nossa cidade e que sejam bem atendidos. Vejo que temos grandes e pequenos competidores, estou ansioso para assistir não só uma batalha sangrenta mas também várias outras perplexas de estrategias e dispositivos atípicos. Que Kord nos guie.

     Ao término da pronuncia do rei, uma saraivada de urros, berros e palmas acontecem. Todos estavam exitados com a competição e fala do rei.

     Olho para o lado e vejo que clérigo ainda está ao meu lado.

– A proposito me chamo Hemet Zamael nobre sacerdote. Dizia o gnomo astuto.

– Aikor para servir aos fracos e oprimidos, Sr. Gnomo. Responde o clérigo em uni-sono.

– Irei para taverna do Moz, dizem que há a melhor cerveja das redondezas e que seus barris de conversa são mágicos, o que da um gosto peculiar a elas. Toda taverna há informações e deve sempre ter uma boa bebida. Argumenta o mago.

– Exatamente Mestre Gnomo. Irei com você à taverna, preciso não só de informações mas também de uma boa cama, fiquei me retorcendo durante toda a viagem mas não é nada alem do que minha coluna possa suportar. Responde Aikor, o Fragmento Sagrado.

Indo de encontro a taverna, observo toda a multidão. Estava cheio o lugar, era a mais famosa e maior taverna de todas em Valoran, Moz era o seu dono e vivia de orgulho de seu grande e melhor empreendimento. Boa fama ele tinha, não só pela boa bebida, mas também pelas suas informações.

– Grande taverneiro, a maior caneca e a melhor bebida de Valoran para mim! Dizia o gnomo empolgado enquanto escalava o banco do balcão.

– Mestre Gnomo, trarei com o maior prazer a maior caneca e a melhor bebida que tenho. Por incrível que pareça não será a minha cerveja, mas um hidromel mais saboroso do que os dos elfos e mais escuro do que as dos anões. E quanto a você Sr.? Responde Moz, o Taverneiro desviando o olhar do gnomo para o clérigo.

– Gostaria de um caneca também, mas não tão grande quanto ao do meu companheiro. Solicitava o clérigo.

Em meio as goladas de uma caneca maior que a cabeça, Hemet observa os dois senhores que estivera, anteriormente, sido expulsos da caravana. Um deles possuía brunêa, escudo e espada, enquanto outro um olhar astuto, bandolim e besta.

O musico estava a se apresentar no palco, e sua musica estava confortando todos os clientes de Moz.

Em meio aos cantos e danças, todos bebiam e estavam felizes. Pelo menos naquele momento não havia preconceitos nem inimizade e muito menos competições, a não ser apostas de quem bebia mais hidromel!

De repente um barulho é escutado vindo dos céus, somente àqueles que não estavam totalmente embriagados ouvirão tal petardo e se assustaram.

Em instantes uma grande massa de fogo colide contra a grande taverna de Moz. Não havia mais a parede anterior da taverna.

Em meio a fumaça e o silencio de todos com o acaso, uma voz surge de dentro da taverna.

– Por Kord, não acredito que interromperam minha dança e bebedeira antes da hora. Irei acabar com quem acabou com minha festa e com a taverna de Moz!

Salta um senhor em meio a entrada taverna. Ele era magro, sua pele castanha ia de contraluz a suas belas manoplas douradas, único utensilio de metal que revestia seu corpo. O resto era coberto somente por panos e seu peito era nu.

Com as palavras daquele senhor, Hemet Zamael ficara surpreendido com o acaso, mas queria castigar quem quer que seja aquele que estragou com a festa de todos e com a boa musica do bardo. O gnomo salta e segue o monge. O clérigo, preocupado com o gnomo o segue.

Olho para trás e vejo o bardo e o guerreiro, os dois senhores que haviam expulsos da caravana.

Quando retomo a visão à frente avisto em meio a fumaça o monge em meio aos inimigos. Socos e chutes apareciam no ar como um dança. Sim, eram vários inimigos e não somente um.

Com a queda da fumaça agora conseguira ver perfeitamente tais criaturas, eram todos zumbis.

Incrível a quantidade de mortos-vivos no pátio de Valoran, algo mágico aconteceu e posso tenho certeza que há algo relacionado ao Lich.

Apronto meu grimório e pego meu globo. O combate iria acontecer.

Mago, Bardo, Guerreiro e Clérigo iriam batalhar juntos… um grupo estava a se formar.

~CobWeb~

Armada Vídeo #3 com Game Play de MOBA/RTS para iOS / Android, o Heroes of Order and Chaos

Às armas soldados da Armada Nerd! Trouxemos desta vez um Game Play rápido de um lançamento da Gameloft, mãe dos fãs de jogos para portáteis. Trazendo desta vez o “Heroes of Order and Chaos” que faz referência ao “World of Warcraft” da empresa, o Order and Chaos. Mais do que justo, ela lança agora sua versão de DotA e LoL, um jogo MOBA/RTS para portáteis.